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quinta-feira, 23 de junho de 2016

Lenda do rio amazônico em ebulição é real

Cientistas descobrem e estudam rio com ebulição misteriosa que era citado em antiga lenda amazônica

 Durante séculos, uma lenda peruana conta sobre um rio na Amazônia que queima de forma tão intensa que pode matar. Segundo a lenda, conquistadores espanhóis teriam se arriscado na floresta em busca de ouro, mas quando – poucos – os homens retornaram, contaram histórias de uma água envenenada, cobras devoradoras de homens e um rio que borbulhava misteriosamente.
Segundo o geocientista peruano, Andrés Ruzo, o mito o fascinava desde a infância, mas ele nunca pensou que fosse verdade. Quando ele estava completando sua tese de doutorado sobre o potencial de energia geotérmica no Peru, ele começou a questionar se o rio poderia realmente ser real. Quando ele consultou os especialistas, todos foram unânimes ao afirmar que seria impossível, afinal, existem rios quentes, mas eles geralmente estão associados a vulcões – inexistentes na região.
Porém, quando Ruzo foi para casa durante as férias e perguntou à sua família de onde o mito tinha se originado, sua mãe lhe disse que o rio não apenas existe, como também ela e sua tia já haviam nadado nele, no passado. O relatou pareceu um pouco absurdo para ele. Porém, em 2011, Ruzo teve uma chance de procurar o local e explorar a floresta amazônica com sua tia. Foi então que ele viu o famoso e lendário rio com seus próprios olhos. “Quando eu vi o vapor quente, imediatamente peguei o termômetro. A temperatura média registrada no rio foi de 86 ºC. Não é um ponto de fervura, mas definitivamente está muito perto dele. Ou seja, a lenda era real”, disse Ruzo em uma palestra para o TED, feita em 2014.
A parte mais intrigante foi o tamanho do rio. Nascentes de água quente não são incomuns, e piscinas termais chegam a estas temperaturas em outras partes do mundo. Porém, nada chega perto desse rio: com até 25 metros de largura e seis metros de profundidade, sua água quente percorre incríveis 6,24km. O rio está a 700km do sistema vulcânico mais próximo, e a temperatura é simplesmente inexplicável. Ele é o único rio de seu tipo em qualquer lugar do mundo.
Descoberta
Ruzo, então, passou os últimos cinco anos estudando o rio, seu ecossistema circundante e sua água, na esperança de descobrir o que está acontecendo. Ele faz questão de afirmar que não foi o primeiro a descobrir o rio, e tal como sugerido pelo seu nome indígena – Shanay-timpishka, que significa “cozido com o calor do Sol” – ele também não foi o primeiro a se perguntar o que faz dele tão quente. Mas sua pesquisa – apoiada em parte por uma concessão de exploradores da National Geographic – revelou alguns de seus segredos.
O primeiro deles é que seu nome está errado, pois não é o Sol que aquece sua água, e sim nascentes de água quente com falhas. Imagine a Terra como um corpo humano, com linhas de falhas e rachaduras que funcionam através dela como artérias que são preenchidas com água quente. Quando elas vêm à superfície, acontecem manifestações geotérmicas, como o rio fervente.
A análise química revelou que a água do rio originalmente veio da chuva. Ruzo acredita que isso remeta a um local distante – como os Andes – e ao longo do caminho ela escoe por baixo da terra, onde é aquecida por energia geotérmica. No fim do trajeto, ela surge na Amazônia, exatamente no local do rio fervente. Isso significa que o rio é parte de um sistema hidrotérmico enorme, jamais visto em outro lugar do planeta.

O ecossistema do rio
Ruzo tem trabalhado com os biólogos Spencer Wells e Jonathan Eisen para sequenciar os genomas dos micróbios que vivem dentro e ao redor do rio. Eles descobriram novas espécies que são capazes de sobreviver ao calor e também descobriram que o rio pode ser mortal.
A água fica tão quente que, regularmente, os pesquisadores presenciaram animais caindo na água e fervendo lentamente até a morte. “A primeira coisa a ferver são os olhos. No fim, os animais não podem mais nadar, e a água enche a boca ou pulmões, mantando-os de dentro para fora”, explicou ele em sua palestra pelo TED. Sendo assim, as pessoas também não poderiam nadar no rio – como sua mãe alegou – mas quando ocorrem chuvas pesadas, o calor é diluído com água fria.
Resultados da pesquisa
O rio está localizado em Mayantuyacu, Peru, no fundo do coração da floresta amazônica. Por alguma razão, o rio escapou do escrutínio científico. Mas Ruzo está em uma missão pessoal para mudar isso.
Ruzo continuará estudando o rio e sua fonte, mas, seu foco principal agora é como proteger o rio e o terreno circundante. Embora suas descobertas estejam prontas para publicação, ele está evitando revelar todas, até que o governo peruano garanta que eles vão adotar medidas de conservação adequadas no local. “No meio do meu doutorado, eu percebi que este rio é uma maravilha natural. E ele poderá não ser mais, a menos que façamos algo a respeito”, disse Ruzo em entrevista ao Gizmodo.
Ele acaba de lançar um livro chamado “The Boiling River” (algo como “O Rio em Ebulição”), relatando suas aventuras, e pretende divulgar todos os detalhes sobre seu sistema único, para que as pessoas possam assumir a causa da proteção ambiental do local circundante. “Eu não gosto do conceito de uma pessoa segurar esta responsabilidade. Eu acho que seria melhor a construção de uma comunidade em escala internacional. O planeta está ficando pequeno, e maravilhas naturais como esta são poucas e distantes entre si”, concluiu Ruzo.
[ Science Alert / Gizmodo ] [ Foto: Reprodução / Devlin Gandy ]

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Foz do Iguaçu irá sediar a 15ª Cúpula de Informações sobre a Água

Foz do Iguaçu se prepara para sediar, entre os dias 28 e 30 de julho, a 15ª edição da “Water Information Summit (WIS)”, encontro internacional que busca desenvolver questões relacionadas à água através da promoção e do compartilhamento de informações e boas práticas. Nesta edição, o destaque fica por conta das temáticas: Água e Energia, Modelagem Hidrológica, Ecohidrologia e Sistemas de Informações Geográficas em Software Livre Aplicados aos Recursos Hídricos.
O evento é organizado pelo WaterWeb Consortium - comunidade global que reúne entidades ligadas aos recursos hídricos e também pelo Centro Internacional de Hidroinformática (CIH). Maria Donoso, diretora do GLOWS (sigla em inglês que significa em tradução literal Águas Globais para a Sustentabilidade) e vice presidente do WaterWeb Consortium explica os objetivos do evento:
“O objetivo do evento será desenvolvido a partir de quatro premissas: primeiramente, buscando melhorar as formas de obtenção das informações sobre a água. Segundo, como melhorar a comunicação sobre a água para as pessoas que a necessitam, estamos falando de tomadores de decisões, profissionais, comunidade e o público geral. Em terceiro lugar, como melhorar a qualidade da informação. Saber como detectar dados e informações equivocadas, aprendendo novas práticas relacionadas à gestão da água. Tudo isso no contexto em que haja utilidade prática para diferentes pessoas que tenham acesso a esta informação. E o quarto objetivo é poder trocar ideias sobre ferramentas relacionadas com a gestão da água”.
O encontro será realizado no Parque Tecnológico Itaipu e conta com apoio da Itaipu Binacional, Florida International University (FIU), United States Agency for International Development(USAID), Florida Atlantic University (FAU) e Fundação Parque Tecnológico Itaipu (FPTI). Na programação estão inclusas as participações de especialistas da América do Sul, América do Norte, América Central e Caribe. Além da apresentação de estudos de caso de outros continentes, entre eles, a África e a região do Cáucaso – fronteira entre a Europa e a Ásia.
O Centro Internacional de Hidroinformática (CIH) também irá apresentar sua atuação no desenvolvimento de sistemas de gestão territorial web em software livre a partir do contexto do nexo Água e Energia. De acordo com Maria Donoso, o evento é uma boa oportunidade para estudantes e profissionais do setor.
“Haverá uma série de painéis e apresentações de especialistas internacionais com temáticas muito atuais e interessantes que darão aos estudantes a oportunidade de aprender muito. Já os profissionais poderão conhecer novas ferramentas, não só ferramentas da internet ou modelos, mas também sobre gestão da informação e recursos hídricos. Aos tomadores de decisões, eles irão interagir com especialistas internacionais que estão apoiando a gestão dos recursos hídricos através dessas novas ferramentas e metodologias. Esperamos que o ponto alto do evento seja o intercâmbio e a colaboração de informações aos gestores da água”.
Também estarão presentes representantes do Programa Hidrológico Internacional (PHI), Instituto Caribenho para a Meteorologia e a Hidrologia de Barbados, Comitê Intergovernamental dos Países da Bacia do Prata, Programa Erasmus Mundus, GLOWS, Agência Nacional de Águas (ANA) e Itaipu Binacional. O evento será aberto ao público e as inscrições podem ser realizadas pelo sitewww.waterwebconsortium.com/wis15.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

CNPQ - Prêmio Jovem Cientista - Inscrições até dia 30/08

Água, desafios da sociedade terá mais de 700 mil em prêmios.


O Prêmio Jovem Cientista tem como objetivos revelar talentos, impulsionar a pesquisa no país e investir em estudantes e jovens pesquisadores que procuram inovar na solução dos desafios da sociedade.

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), uma das principais e a primeira instituição federal de fomento à ciência, tecnologia e inovação, é pioneiro na concessão de prêmios no Brasil. 

Hoje, o Prêmio Jovem Cientista é uma parceria do CNPq, com a Fundação Roberto Marinho, a Gerdau e a GE;


Prêmios



Bolsas de Estudo do CNPq, no valor correspondente a 450 mil reais:

Categoria Mestre e Doutor
bolsas de mestrado ou doutorado, no país, para os agraciados que ainda não possuem a titulação de mestre ou doutor;
e bolsas de pós-doutorado júnior, no país, para os agraciados que já possuem o título de doutor.
Categoria Estudante do Ensino Superior
uma bolsa de iniciação científica, com vigência de 12 (doze) meses, renovável uma única vez pelo mesmo período; ou
uma bolsa de mestrado, caso o agraciado seja aprovado no exame de seleção, até dezembro de 2014.
será dada preferência aos agraciados nas candidaturas a bolsas de graduação no exterior pelo Programa Ciência sem Fronteiras.
Categoria Estudante do Ensino Médio
uma bolsa de Iniciação Científica Júnior, com vigência de 12 (doze) meses, renovável uma única vez pelo mesmo período.

Os orientadores e escolas dos agraciados do Ensino Médio receberão um laptop como reconhecimento pelo incentivo à pesquisa e inovação. 

Os trabalhos dos agraciados são publicados em livro eletrônico, que será publicado no website do prêmio.

Maiores informações no Site do PJC: http://www.jovemcientista.cnpq.br/