Mostrando postagens com marcador Construção. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Construção. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 5 de julho de 2016

Construções Verdes - Conceitos, serviços e tecnologias sustentáveis serão atrativos da Greenbuilding Brasil 2016

A sétima edição da Greenbuilding Brasil Conferência Internacional & Expo 2016 terá como seu principal atrativo a exibição e apresentação de novos conceitos, técnicas, materiais, serviços e tecnologias de construção verde em todo o mundo. Realizado em um momento em que o Brasil consolida sua posição no cenário global da construção sustentável, com projetos arrojados e um expressivo aumento no número de certificações LEED e Referencial GBC Brasil Casa, o evento acontece de 9 a 11 de agosto no SP Expo Exhibition & Convention Center, em São Paulo.
Com um público especializado, a Greenbuilding Brasil 2016 pretende fomentar ainda mais a consciência do mercado sobre a importância da sustentabilidade nas construções do país, que já está presente, sobretudo no segmento corporativo, mas também nos projetos residenciais e nos edifícios públicos.
A abertura do evento contará com a palestra do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, sobre o tema “O poder da Transformação em suas mãos”.



Casa Conceito
Destinada à demonstração dos conceitos de sustentabilidade para edificações residenciais e comerciais, a Casa Conceito é uma novidade do evento. O espaço simula um ambiente com uma série de soluções originais e avançadas, tanto na construção como na operação de edifícios verdes, relacionadas às categorias abordadas pelas certificações LEED e Referencial GBC Brasil Casa: Implantação, Uso Racional de Água, Energia e Atmosfera, Materiais e Recursos, Qualidade Ambiental Interna, Requisitos Sociais, Inovação e Projeto, e Créditos Regionais.
Para o desenvolvimento dos conceitos que serão demonstrados por meio de materiais e serviços sustentáveis, o espaço terá a curadoria de uma consultoria especializada em certificações sustentáveis, com a parceria de empresas fornecedoras desses materiais e serviços.
Sala Internacional
A Greenbuilding Brasil 2016 terá uma Sala Internacional exclusiva para apresentação de palestras com tradução simultânea, nas quais especialistas internacionais abordarão diversos assuntos hot topics, com um conteúdo técnico de elevado padrão e alta relevância para o mercado nacional e internacional.
Serão cerca de 50 palestras de profissionais de referência neste mercado, promovendo uma ampla disseminação de práticas inovadoras e casos de sucesso. Entre as apresentações, está prevista para o dia 09/09, terça-feira, uma que mostrará como a natureza pode inspirar inovações através da Arquitetura Biomimética, enfoque multidisciplinar que busca seguir uma série de princípios naturais ao invés de se concentrar em códigos estilísticos. 
Outra ideia inovadora será a apresentação no dia 10, quarta-feira, do Programa de Materiais de Construção Saudáveis desenvolvido pelo Google para criar locais de trabalho capazes de impactar positivamente a saúde dos colaboradores.
Novas soluções para a modernização de edifícios deverá introduzir no evento, também no dia 10, as melhoras práticas para superar as barreiras financeiras e técnicas em projetos de modernização capazes de estimular reduções significativas de energia em meio às dificuldades provocadas pelas alterações climáticas.
Também no dia 10 serão apresentadas as novidades do Zoneamento de São Paulo referentes à criação da Quota Ambiental e a outras medidas de incentivo às construções sustentáveis na cidade, que associam uma perspectiva de qualificação ambiental à produção imobiliária sob a forma de descontos em outorga onerosa.
Outro atrativo será a palestra que visa demonstrar viabilidade técnica e econômica de edifícios autossuficientes (net zero energy), otimizando investimentos em eficiência energética e energias renováveis com base no Programa de Geração Distribuída - ProGD lançado pelo Ministério de Minas e Energia.
Sala Saúde e Bem-estar
Pensando na influência dos edifícios na vida e na saúde dos indivíduos, a sétima edição da Greenbuilding Brasil contará com uma sala montada exclusivamente para apresentar os conceitos sobre o tema Saúde e Bem estar, com a inclusão de sessões educacionais que possuem sinergia com esses temas. A sala foi projetada de forma diferenciada, priorizando princípios da qualidade ambiental interna contemplados na certificação WELL, como qualidade do ar, iluminação natural e adequada, conforto térmico e mental, proporcionando uma experiência e uma reflexão sobre o assunto aos participantes das sessões.
Café da manhã para Mulheres
Um encontro dedicado às mulheres líderes em movimentos de sustentabilidade, de diversos segmentos, também será atração do evento. Chamado “Women in Green Power Breakfast”, o primeiro Café da manhã para Mulheres aconteceu na edição de 2016 da Conferência e, com o sucesso, fixou-se na programação.
Matchmaking em Eficiência Energética
A Low Carbon Business Action in Brazil, associação financiada pela União Europeia (UE), vai reunir Pequenas e Médias Empresas do Brasil e dos 28 Estados Membros da EU em sua primeira missão de matchmaking em Eficiência Energética em Edifícios e Construção Civil a ser realizada durante a Greenbuilding Conferência Internacional e Expo.
Para isso, a LCBA selecionará, por meio de uma candidatura prévia, às empresas que atuam com eficiência energética, pequenas e médias companhias que tenham soluções e tecnologias inovadoras para encontros de negócios e a possibilidade de acordos de cooperação para o desenvolvimento amplo de eficientes recursos de energia sustentáveis.
Acesse a grade completa de palestras do Greenbuilding Brasil Conferência Internacional & Expo 2016.
Sobre a Greenbuilding Brasil 2016
Promovida pelo GBC Brasil, a Greenbuilding Brasil Conferência Internacional & Expo é considerada o mais importante evento do setor de construção sustentável da América Latina. Seu objetivo é fornecer conteúdos relevantes sobre o assunto para o mercado através de três iniciativas: Exposição, Conferência e Visitas Técnicas. Destinado a arquitetos, associações e instituições socioambientais, construtores e contratantes, designers, engenheiros, entidades governamentais, incorporadores e instituições financeiras, o evento chega a sua sétima edição no país em 2016 e será realizado nos dias 9, 10 e 11 de agosto, no SP Expo Exhibition & Convention Center, em São Paulo.
Sobre o GBC Brasil
O Green Building Council é uma organização sem fins lucrativos, presente em 100 diferentes países, cuja missão é transformar a indústria da construção civil e a cultura da sociedade em direção à sustentabilidade. O GBC Brasil atua para desenvolver a indústria da construção sustentável no país, utilizando as forças de mercado para conduzir a adoção de práticas de green building, em um processo integrado de concepção, implantação, construção e operação de edificações e espaços construídos, contribuindo para garantir o equilíbrio entre desenvolvimento econômico, impactos socioambientais e uso de recursos naturais, visando a melhoria da qualidade de vida e bem estar da atual e das futuras gerações. Suas atividades são focadas em capacitação profissional, disseminação de informações, relações governamentais e promoção das certificações LEED e Referencial GBC Brasil Casa.
Serviço
Greenbuilding Brasil Conferência Internacional & Expo 2016
Data: 9 a 11 de agosto de 2016
Horário da Exposição: 10h às 20h
Horário do Congresso: 9h30 às 18h30
Local: SP Expo Exhibition & Convention Center.
Endereço: Rodovia dos Imigrantes, s/n - Vila Água Funda, São Paulo



Fonte: www.biomassabioenergia.com.br

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Construção sustentável: saiba como escolher o terreno ideal

A localização do empreendimento é um dos principais critérios para obtenção da certificação LEED
noticia-construcao-sustentavel-usgbcEsta é a primeira de uma série de matérias sobre os principais aspectos de uma construção sustentável, que vai revelar como ganhar pontos na hora de certificar uma obra como prédio verde.
Para atestar a sustentabilidade dos empreendimentos com um padrão internacional, o USBGC (United States Green Building Council) desenvolveu a certificação ambiental LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) que atribui pontos a cada item de sustentabilidade conquistado na obra, distribuídos em seis categorias.
Quanto à primeira categoria, de terrenos sustentáveis, a escolha de um lote para o empreendimento é um momento decisivo. A viabilidade ambiental do terreno deve ser analisada no início da fase de projeto, antes de qualquer atitude. Priorizar a preservação de áreas naturais e a localização em bairros já bem consolidados constituem importantes diferenciais. “O LEED premia o empreendedor que vai contra a especulação imobiliária que retém terrenos bem supridos de infraestrutura e vizinhança somente para valorização”, avalia a arquiteta e analista da Master Ambiental Carolina Prates Mori.
A proximidade a dez serviços básicos é um dos critérios que mais rende pontos para o LEED. Também porque inibe a necessidade de automóvel para deslocamentos simples, como ir à farmácia ou à padaria. Essa consolidação é atestada, principalmente, pela conexão entre os moradores, o empreendimento e os serviços oferecidos em um raio de 800 m, fator que contribui com a mobilidade urbana. Se o projeto incentivar o uso de transportes alternativos, a pontuação é ainda maior.
Além de estabelecer uma boa relação urbana, algumas características do terreno devem ser observadas, como a eventual existência de contaminação do solo, que constitui passivo ambiental. Neste caso, conforme os parâmetros para certificação LEED, o empreendedor que investir na recuperação do local ganha pontos.
Proteger ou restabelecer o habitat natural são atitudes valorizadas para a certificação. Um habitat natural implica no uso de espécies nativas no paisagismo, o que também pode diminuir a necessidade de irrigação, já que estas plantas estão acostumadas ao regime de chuvas local.
Outro impacto que o LEED procura reduzir é a poluição luminosa. Esta é responsável pelo ofuscamento da abóbada celeste. Já percebeu como na cidade não conseguimos ver as estrelas como no campo? E como fazer isso? “Adotando luminárias nunca direcionadas para fora das janelas ou para cima nos espaços externos”, exemplifica a arquiteta.
Dentre os quesitos relacionados à localização, o que mais evidencia a postura sustentável - por valer mais pontos - é o fácil acesso ao transporte público. Para isso, a obra deve se localizar pelo menos a 400 metros de pontos de ônibus com mais de duas linhas ou a 800 metros de trens e metrôs. Incentivar o uso de veículos de baixa emissão ou maior eficiência, além de reservar vagas aos caroneiros também são apreciadas. “Dentro do lote, é importante estimular o uso compartilhado de veículos e manter vagas para transportes alternativos, como bicicletas e veículos elétricos”, salienta.noticia-construcao-sustentavel-bueiros
O controle e manejo das águas pluviais são um aspecto característico de terrenos sustentáveis. Concretizando essa preocupação, foi criado o Plano ESC (Erosion and Sedimentation Control), para evitar impactos relacionados à erosão e à sedimentação durante a obra. Um exemplo prático é a adoção de filtros nas bocas de lobo do entorno, que impedem a entrada de sedimentos da obra nas galerias pluviais e bueiros e assim evitam que sejam carreados ao corpo hídrico ou provoquem o entupimento da rede de escoamento da cidade.
Além disso, “Quanto menor a impermeabilização do terreno, menos a obra vai provocar aumento de enxurradas”, complementa Carolina. O empreendedor deve optar por manter áreas de infiltração da água no solo maximizando o espaço aberto permeável. O LEED estabelece o quesito 25% de área permeável, número calculado a partir da porcentagem definida pela legislação local. Por exemplo, em Londrina, Paraná, onde a determinação legal é de 20%, um terreno com 1000 m² deverá manter 250 m² de área permeável.
Outro critério advém da minimização do efeito “ilha de calor”, que se refere ao calor produzido nos centros urbanos devido às superfícies escuras das construções. Uma das sugestões da arquiteta é a cobertura vegetal dos telhados. No entanto, para que haja funcionalidade, é necessário estruturar a obra para suportar a carga, priorizar o plantio de vegetação resistente nativa, como, por exemplo, a Portulaca grandiflora (onze-horas), e promover sua manutenção.
Ao cumprir esses critérios, o empreendedor ganha pontos na categoria “terrenos sustentáveis” para obtenção da certificação LEED. Para que consiga pontuação suficiente, é preciso investir nos itens das demais categorias, que serão tema das próximas matérias. E, como não poderia faltar, disseminar as diretrizes e posturas sustentáveis adotadas pelo empreendimento conta bastante!
* Publicado originariamente:  http://www.masterambiental.com.br

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Das 50 maiores obras no mundo, 14 estão no Brasil

Juntas, elas movimentam alguns milhões de m³ de concreto, mas avançam lentamente por causa de entraves burocráticos
Por: Altair Santos
Entre projetos já em andamento e ainda não iniciados, o Brasil detém 14 das 50 maiores obras de infraestrutura do mundo. Elas ocupam posição de destaque no ranking, seja por qual ângulo que se queira analisar. 
Sob o ponto de vista de recursos, equivalem a R$ 250 bilhões. Olhando-se pelo volume de concreto, são empreendimentos que precisarão, no mínimo, de 26,3 milhões de m³ para serem concluídos.

Cinturão das Águas no Ceará: obra leva irrigação para produção de frutas no nordeste brasileiro.
A previsão era que todas as construções – boa parte delas vinculadas ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) – fossem concluídas até 2015. Mas hoje estima-se que muitas podem se estender até 2020. Um exemplo clássico é a usina de Belo Monte, no rio Xingu, dentro do território do estado do Pará. Iniciada em 2011, a obra já sofreu 11 interrupções, seja por liminares que paralisam seu andamento, seja por manifestações de movimentos sociais, indígenas e moradores locais ou por invasões dos canteiros de obras.

Belo Monte é também o maior empreendimento em construção no Brasil. Orçada em R$ 26 bilhões, a hidrelétrica envolve 22 mil operários e irá consumir 3,7 milhões de m³ de concreto até ser concluída. A usina, e outras obras, fazem da região norte do país a que mais concentra megaconstruções. Os estados de Amapá, Amazonas, Pará e Rondônia englobam os seguintes projetos, além de Belo Monte: hidrelétricas Teles Pires (na divisa entre Pará e Mato Grosso), Santo Antônio (Rondônia), Jirau (Rondônia), São Luiz de Tapajós (Pará), Linhão Manaus-Tucuruí-Amapá (entre Amazonas e Amapá), Gasoduto Urucu-Coari-Manaus (Amazonas) e Arena Amazônia (Amazonas).


Rodoanel, em São Paulo: confiabilidade de que esteja 100% concluído até 2016 é alta.
Do complexo de obras que faz o Brasil aparecer com destaque na construção civil internacional, o único que deve ser concluído até 2014 é o que envolve os projetos da Copa do Mundo. Doze estádios e obras de mobilidade espalhados pelas subsedes irão consumir 8,6 milhões de m³ de concreto (5,1 milhões de m³ só nos estádios). Também se mostram confiáveis de serem concluídas até 2016 os seguintes empreendimentos: Rodoanel de São Paulo (trechos leste e norte), usina nuclear Angra 3 e Arco rodoviário do Rio de Janeiro. Tratam-se de construções que, além de recursos federais, contam com investimentos estrangeiros e estaduais e, por isso, estão mais rigorosas com o prazo de entrega.
O contraponto dessas obras com previsão para acabar é o que envolve a transposição do rio São Francisco. Iniciada em 2005, passados quase oito anos, a megaobra não tem cronograma de entrega definido. Só seu custo avança. Saiu de R$ 4,7 bilhões para R$ 8,2 bilhões, e somente 43% está concluído. 
O problema é que são trechos que não se interligam e que, portanto, ainda não têm condições de conduzir a água para o sertão nordestino – historicamente afetado pelas secas. Pela quantidade de problemas, é provável que a transposição do São Francisco seja concluída depois de uma obra similar que avança no Ceará: o Cinturão das Águas. Ele parte do sul do estado e envolve todo o território cearense. A 1ª etapa já foi entregue e vem beneficiando diretamente a produção de frutas no nordeste brasileiro.

Usina de Santo Antônio: uma das megaobras em andamento na região norte do país.
Confira as 14 megaobras do Brasil, em volume de concreto:
Obras da Copa – 5,1 milhões m3 (estádios) 3,5 milhões m3 obras de mobilidade
Hidrelétrica Belo Monte – 3,7 milhões m3
Hidrelétrica Santo Antônio – 3,2 milhões m3
Hidrelétrica Jirau – 2,8 milhões m3
Programas de saneamento – 2 milhões m3
Hidrelétrica São Luiz de Tapajós – 1,5 milhão m3
Transposição do São Francisco – 1,3 milhão m3
Rodoanel de São Paulo – 800 mil m3
Gasoduto Urucu-Coari-Manaus – 800 mil m3
Cinturão das Águas do Ceará – 600 mil m3
Hidrelétrica Teles Pires – 480 mil m3
Linhão Manaus-Tucuruí-Amapá – 240 mil m3
Usina nuclear Angra 3 – 200 mil m3
Arco rodoviário do Rio de Janeiro – 92 mil m3


Angra 3: após 23 anos parada, obra no Rio de Janeiro foi retomada em 2010 e avança rapidamente.
Entrevistados

Ministério do Planejamento, SUDAM (Superintendência do desenvolvimento da Amazônia) e governos de São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará (via assessoria de imprensa)
                   www.rj.gov.br / www.sp.gov.br


Créditos fotos: Divulgação




Jornalista responsável: Altair Santos – MTB 2330


http://empresaverde.blogspot.com.br/2013/05/das-50-maiores-obras-no-mundo-14-estao.html