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domingo, 10 de julho de 2016

EDUCAÇÃO AMBIENTAL ROMPENDO PAREDES

Qual o espaço adequado para se disseminar a Educação Ambiental?

De bate pronto a maioria tende a responder que é nas escolas e faculdades, mas a verdade é que não é somente entre essas paredes que isso pode e deve ser feito. Aliás, os melhores exemplos estão justamente rompendo esse antigo costume.

Não que escolas e espaços universitários não sejam espaços que precisam ser trabalhados, aliás, precisam e muito, mas fora dessas paredes existe um mundo, e é esse MUNDO que a EA precisa conquistar cada vez mais.

Um bom exemplo de rompimento de velhos hábitos pude observar nesse domingo 10/07, quando tive a grata surpresa de assistir uma apresentação de TCC – Trabalho de Conclusão de Curso da Pós Graduação em Educação Ambiental com Ênfase em Espaços Educadores Sustentáveis da UNILA - Universidade Latino Americana.

O lugar, que habitualmente não recebia, esse tipo de atividade se demonstrou ser perfeito.


Sentados no chão orientadores, orientadas, público convidado e os transeuntes, que, como eu, estavam na habitual feirinha da JK de domingo e se interessaram pela temática e por ali ficaram.



Todos vestidos adequadamente para a ocasião: camisetas, shorts, saias, chinelos de dedo ou com os pés descasos, lá estávamos.  



O Tema? "FLORES DA FRONTEIRA: ESTRATÉGIA DE CONSTRUÇÃO COLETIVA E PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS PARA A QUALIDADE DE VIDA"

Segundo o Facebook do Coletivo Flores da Fronteira  https://www.facebook.com/floresdafronteira/ “A proposta de apresentação na feira tem o intuito de quebrar as barreiras da universidade, oferecendo a oportunidade para todos terem acesso a pesquisa, e mais, reunir saberes, criando um ambiente de trocas e convivência neste espaço público.”
Segundo a minha avaliação, as autoras Alana Carla Hauptt Centine Borges e Caudiara Ribeiro merecem nota 10, pois souberam como poucos se contextualizar no processo, desde a escolha do objeto de estudo até o local e formato da sua apresentação.

A aula de hoje é extraída do Resumo desse TCC :

“O padrão de sociedade atual entende evolução como dominação e exploração da natureza. O resultado disso é uma crise de percepção e degradação ambiental. Criar estratégias que contribuam para a construção de uma sociedade sustentável é emergencial. O caminho para esta sociedade esta sustentável é emergencial. A educação ambiental possui extrema relevância nesse processo. O caminho para essa sociedade está no despertar de seus sujeitos para o sentimento do pertencimento a esta sociedade, de fora que ele se sinta ativo e representado diante da tomada de decisões. Os coletivos existentes hoje podem ser compreendidos como estratégia significativa nesse processo de construção. A disseminação de espaços públicos de expressão popular, de debates político-sociais a de prática sustentáveis estão ganhando cada vez mais intensidade no sentido de ação contra-hegemônica. O coletivo Flores da Fronteira, de Foz do Iguaçu Paraná, presente neste estudo, podem Ser entendido como um experimento em um período de transição para um modelo de sociedade sustentável. Para compreender as estratégias e motivações e contribuir para o aprimoramento do coletivo foi desenvolvida pesquisa qualitativa de base etnográfica. O coletivo hoje foi tomando consciência de relevância de sua existência na tríplice fronteira (Brasil, Paraguai e Argentina), como exemplo de boa pratica e demonstração de inconformismo perante o modelo atual de sociedade”


                           Concepções pedagógicas contra-hegemônicas

O texto do TCC traz ainda, em seu escopo, a necessidade de quebra de paradigmas nos atuais sistemas produtivos:   "De acordo com a Declaração Final da Cúpula dos Povos, as alternativas estariam nos projetos com características contra-hegemônicas, como por exemplo, na gestão participativa, economia cooperativa e solidária, novo modelo de distribuição, de consumo e produção e mudanças de matriz energética (2012)."


 Conheça o “Coletivo Flores da Fronteira” ou “Coletivo Florescência”

Segundo a descrição da fanpage do grupo: "O coletivo surgiu da vontade de somar lindos trabalhos artesanais da cidade, enquanto procurávamos um novo cenário para nossa arte. Nos reunimos, então, em uma roda de conversa e tcharãããm! Nos juntamos, brotamos, florescemos e cá estamos.”

O grupo faz uma séria de atividades que envolvem o emponderamento do coletivo da consciência cultural e socioambiental, o próximo é a segunda edição do mais florido e divertido bazar da fronteira.

Veja o que diz a agenda criada no Facebook:

Dia 16/07 é dia de muita arte, música, pescaria, quentão, comidas típicas vegetarianas e veganas...  Só amor! Vem se aquecer com a gente em volta da fogueira, vem...

❀ Tem artesanato em Foz do Iguaçu? Tem sim, sinhô! ❀

O
 Coletivo Florescência, organizado por artesãos alternativos e independentes da fronteira, volta em sua 2ª edição com clima julino, calor da fogueira e cheiro de quentão! 

No dia 16 de julho, a partir das 14h, nossos artesãos estarão reunidos no
 Espaço Cultural Energia com suas artes em tecido, papel, vidro e todo outro tipo de material, além de comidinhas típicas vegetarianas e veganas e muuuuito quentão, de vinho e de hibisco, para aquecer todo mundo.
Vem pr'esse arraiá do amor, dançar quadrilha, se esquentar na fogueira, brincar de pescaria, conhecer os pequenos artesões que florescem por aqui e provar dos nossos quitutes gostosos e saudáveis, vem!

❤ Entrada colaborativa: R$2 ou um agasalho ❤

Quem vai colorir esse arraiá?
~ 7temperos - Culinária Árabe
~ Alice Maneschy, com exposição "Espaço-nada"
~ Arte da Lú (Luciana Lourenço)
~ Brechó das Manas (Acervo Tati Bafo - Brechó / Acervo Joy Hick- Brechó)
~ Coelho Jujuba
~ DaMata
~ Daniela Valiente
~ Do 705
~ Elemental (Alana Carla)
~ Espírito Livre (Luciana de Melo e Juampi Lauria)
~ Florir ~ Arte e Yoga (Mayara Brecher)
~ Lendárius de Pano.
~ Mistress Acid
~ Oficina Tubaína
~ Panelinha Saudável

E as brincadeiras julinas?
~ Argolas com vários brindes

~ Coelho elegante, com o Juliano Brusnicki do Coelho Jujuba

Quem vai embalar essa festança?
~ DJ Alice Maneschy, com muito forró e arrastá-pé junino

Muito mais ainda está por vir!

Para mais infos: fb.com/coletivoflorescência
"Tudo o que é feito com amor, floresce."


terça-feira, 13 de maio de 2014

Prefeitos devem solicitar recursos para projetos de resíduos sólidos

Os prefeitos e gestores de consórcios municipais paranaenses têm apenas até o próximo dia 16 de maio para apresentar ao Comitê Gestor do Programa Paraná Sem Lixões seus pleitos de recursos para elaboração de projetos de programas de gestão de resíduos sólidos. No dia 21 de maio essas propostas serão apresentadas a uma missão da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), que vai financiar os projetos por meio de uma linha de crédito concedida à Fomento Paraná. 


Este foi o tema de uma reunião nesta terça-feira (6) entre o presidente da Fomento Paraná, Juraci Barbosa, e o deputado estadual Luiz Eduardo Cheida, que é também ex-secretário de Estado do Meio Ambiente. 


“Estamos preocupados, porque este é o último prazo para os gestores poderem tomar uma atitude no sentido de atender à Política Nacional de Resíduos Sólidos, que determina o fim dos lixões até 3 de agosto deste ano”, disse Cheida. “O Estado está fazendo todo o esforço para apoiar os municípios, mas é preciso que os gestores estejam atentos, porque o prazo é muito curto”, afirmou. 



RISCO - De acordo com o coordenador técnico do Comitê Gestor do Programa Paraná Sem Lixões, Laerty Dudas, o município que perder a data limite para manifestar interesse pelos recursos pode ser prejudicado com a perda de outros financiamentos. “O risco de o prefeito ser responsabilizado por não atender à lei é muito alto, mas o mais importante é aproveitar esta oportunidade que está sendo proporcionada pelo Governo do Estado, por meio da Fomento Paraná, e pleitear os recursos para elaborar os projetos”, afirma Dudas. 



Segundo ele, desde o começo o principal problema para eliminar os lixões e a falta de projetos e agora existem recursos para elaborar esses projetos. A linha de crédito aberta pela Agência Francesa para a Fomento Paraná para projetos de gestão de resíduos sólidos é de aproximadamente R$ 140 milhões. Os projetos aprovados poderão ser pagos em 12 anos, sendo três anos de carência. 



DRAMA NACIONAL - Domingos Portilho Filho, do escritório de projetos da Fomento Paraná, explica que a instituição financeira está atuando como facilitadora e captando recursos de baixo custo para apoiar os municípios, mas é preciso que os gestores tomem a iniciativa. 



“A questão dos lixões a céu aberto é um grande drama nacional. Temos a obrigação de eliminá-lo, mas os gestores precisam aproveitar a oportunidade, porque recursos sempre são escassos”, afirmou. 



CRÉDITO - Os municípios interessados nesta linha de crédito devem entrar em contato com o Comitê Gestor do Programa Paraná Sem Lixões, na Secretaria de Estado do meio Ambiente (41) 3304-7712. 



A formação dos consórcios intermunicipais para a coleta e a destinação de resíduos está prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos e no Plano de Regionalização da Gestão Integrada de Resíduos Sólidos Urbanos do Paraná, elaborado pela Secretaria do Meio Ambiente, e que aponta alternativas para o tratamento do lixo em cada uma das 20 regiões do Paraná.

Fonte: Agência Estadual de Notícias