quarta-feira, 4 de maio de 2011

Cientistas são contra votação imediata do Código Florestal


A poucos dias da votação da proposta de novo Código Florestal, a SBPC - Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e a Academia Brasileira de Ciências encaminharam pedido ao Parlamento para que a decisão seja adiada.
Segundo os cientistas, serão necessários dois anos de estudos e negociações para se chegar a um modelo aceitável de regulação, capaz de assegurar a defesa do patrimônio ambiental diante da necessidade de expandir a produção agropecuária. Como exemplo, eles afirmam que a redução das áreas de proteção da mata ciliar, da forma como o projeto apresenta, vai produzir um enorme impacto no meio ambiente.
O relatório final sobre o Código Florestal apresentado na segunda (2 de maio), pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) apresenta alguns recuos em relação à proposta anterior sobre a delimitação das áreas de Preservação Permanente (APPs). Rebelo queria que ela ficasse em 15 metros de largura para as faixas marginais de cursos de água de menos de 10 metros, mas cedeu e colocou em seu relatório 30 metros como desejam os ambientalistas. Com isso, a delimitação de áreas para as margens de córregos e rios varia de 30 metros a 500 metros, de acordo com a largura do curso d'água.

          O relator também incluiu em seu parecer que os produtores rurais poderão fazer sua reserva legal fora do estado onde está a propriedade, desde que no mesmo bioma, além de também possibilitar a reserva legal coletiva. Ele define, em seu parecer, que no topo de morros, montes, montanhas e serras com altura mínima de 100 metros e, ainda, em altitude superior a 1.800 metros serão admitidas culturas lenhosas perenes, atividades florestais e pastoreio extensivo, desde que não ocorra supressão da vegetação nativa.

           Na regularização ambiental em área de preservação permanente, Rebelo também incluiu em seu parecer que, no caso de áreas rurais consolidadas localizadas em áreas de preservação permanente nas margens de cursos d'água até 10 metros de largura , será admitida a manutenção das atividades agrossilvopastoris desenvolvidas, desde que seja recuperada uma faixa de 15 metros contados da calha do leito regular do rio, e que sejam observados critérios técnicos de conservação do solo e da água.

 Os cientistas reconhecem que a legislação precisa ser reformulada e que o Brasil precisa expandir a produção de alimentos, porem essa mudança precisa ser feita com critérios técnicos e científicos e não meramente políticos e de interesses financeiros.
Um dos argumentos apresentados pelos cientistas observa, por exemplo, que a pecuária brasileira era mais produtiva na década de 1940, com uma média de 2,56 cabeças de gado por hectare, do que agora, com a média de 0,93 cabeças por hectare.
Segundo os cientistas, o futuro do Brasil se define, em grande parte, por sua capacidade de assegurar o bom desempenho da economia rural e ao mesmo tempo preservar a riqueza da diversidade biológica.
           Porem o presidente da Câmara Dep. Marco Maia, não tem planos de adiar a votação do relatório de Aldo Rebelo que será mantida para os próximos dias.

terça-feira, 3 de maio de 2011

2ª Caminhada pela Sustentabilidade e concurso de frases


            Em junho de 2012 o Rio sediará a conferência Rio+20 em um momento de encruzilhada para a humanidade.  Vinte anos depois, a conferência pretende fazer um balanço dos compromissos estabelecidos na  Rio 92, definir parâmetros para a chamada economia verde e debater a arquitetura institucional necessária para o desenvolvimento sustentável.  Já é ampla a mobilização global, nacional e local para a Rio+20.
           Outro grande debate e mobilização social ocorre a partir da Campanha da Fraterrnidade com o tema “ Fraternidade e a Vida no Planeta, a criação geme em dores de parto”.
      Em meio a esta trajetória de compromissos o planeta e a humanidade dão claros sinais da urgência de soluções reais. A equação vivida há mais de um século que combina super-exploração da natureza e do trabalho em nome do infinito crescimento econômico e desenvolvimento das forças produtivas nos levou às catástrofes ambientais, climáticas e sociais de hoje. Para que possamos enfrentar os desafios à altura de sua gravidade é preciso colocar os direitos e a justiça no centro das atenções e para tal é preciso apostar na constituição de uma esfera pública, tanto na política como na economia, destinada a garantir os direitos dos povos.
   No dia 5 de junho comemoramos o dia mundial do meio ambiente, para esta comemoração cada município da Bacia Paraná 3 irá realizar várias ações. Uma ação porém será coletiva O concurso de frases e a 2ª Caminhada para a Sustentabilidade.

Convidamos a todos para participarem desses dois momentos.
 -  Caminha dia 3 de junho de 2011,  as 14hs na Vila Yolanda com inicio no Colégio Agrícola e término na Praça da Amizade em frente ao Shoping  Boulevard.
  - Concurso de frases para 2ª Caminhada para a Sustentabilidade.

Critérios para Concurso de Frases 2ª Caminhada para a Sustentabilidade da BP3

TEMA GERADOR: Rio + 20

1 – OBJETO
1.1. Trata-se de concurso de frases aberto a toda comunidade da Bacia do Paraná 3, tendo como tema gerador a Conferência Rio + 20 e seus eixos de trabalho: Mudanças Climáticas, Economia Verde, Erradicação da Pobreza;

2- DO CONCURSO
1.1. A participação neste concurso é voluntária e gratuita.

3 – PRAZO
2.1. O presente concurso terá início a partir de seu lançamento, dia 02 de maio de 2011 até  às 18h do dia  12 de maio de 2011.

4. DOS CRITÉRIOS DE PARTICIPAÇÃO NO CONCURSO

4.1. O participante escreverá uma frase sobre os temas acima citados;
4.2. A frase deverá ter no máximo 20 palavras;
4.3. A frase deverá ser de autoria própria;
4.4. A frase poderá ser escrita de próprio punho ou em forma digital;
4.5. É obrigatório constar junto à frase, nome do autor, município, o segmento que representa e   telefone para contato;
4.6. O Participante poderá encaminhar quantas frases desejar durante o prazo estabelecido;
4.7.  As frases deverão ser entregues:
- Na Secretaria Municipal da Educação – Rua Xavier da Silva, 660, Edifício Classic, 13º andar aos cuidados de Maria Aparecida de Oliveira, telefone 45 35211267

No Zoológico Bosque Guarani, Rua Tarobá, 875, Jardim Festugato aos cuidados de  Rosani Borba ou Iracema Cerutti, telefone 45 39013377  /    3378;

Ou pelo email: svcuaarenda@gmail.com,  até às 18h do dia 12 de maio.

5 – DOS CRITÉRIOS DE SELEÇÃO
5.1. Será selecionada 01 única frase por município;
5.2. A seleção da melhor frase será feita através de uma comissão julgadora, com integrantes escolhidos pelos Gestores de Educação Ambiental do Município;
5.2. Para seleção da frase serão avaliados os seguintes itens: criatividade, pertinência quanto ao tema proposto e originalidade;
5.3. As decisões da Comissão Julgadora serão finais e não caberá contra estas qualquer tipo de impugnação.

6 – PREMIAÇÃO
6.1. A frase selecionada representará o município na 2ª Caminhada para a Sustentabilidade, que será realizada no mês de junho, na Semana do Meio Ambiente, sendo esta exposta em faixas a serem utilizadas nos 29 municípios da BP3;

6.2. A divulgação da frase escolhida e nome do vencedor ocorrerá até o dia 30 de maio de 2011 na imprensa local e ao premiado.

7 - DAS AUTORIZAÇÕES E GARANTIAS DO PARTICIPANTE E/OU DE SEU REPRESENTANTE LEGAL NOS CASO DO PARTICIPANTE SER MENOR DE IDADE:
7.1. Reconhece que é condição essencial para este concurso que a frase seja de sua própria autoria e que não esteja de maneira alguma violando quaisquer direitos de terceiros ou a legislação brasileira;
7.2. Autoriza de forma irrevogável, a utilização e reutilização sem limites de vezes as frases dos participantes, seja dentro ou fora do território brasileiro,

8 - DISPOSIÇÕES GERAIS
8.1. Não serão permitidas as participações de Gestores de Educação Ambiental, ou qualquer outro cidadão ou cidadã que estejam envolvidos no concurso;
8.2. A participação neste concurso acarreta aos participantes a aceitação total e irrestrita de todos os itens deste regulamento.


Realização :

Gestores de Educação Ambiental, Gestores de Bacias Hidrográficas, redes de ensino, entidades religiosas, sociedade civil, cooperativas,associações, empresas,instituições públicas, organizações não governamentais – ONGs, Prefeitura de Foz do Iguaçu, espaços educadores e órgãos de imprensa.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Acessibilidade inacessível

Eu estava, dia desses, em Porto Alegre, numa roda de amigos - alguns também estudantes de Arquitetura e Urbanismo -, gabando-me das calçadas de Foz.

Mas a realidade é outra.

O projeto calçadas, inicialmente uma parceria da prefeitura com a faculdade de Arquitetura local, parecia ser a solução para os problemas de acessibilidade, paisagismo e permeabilidade do solo urbano. A proposta era padronizar a cidade, permitindo que “um deficiente visual, por exemplo, circule por todo o centro e por boa parte do perímetro urbano”. Era um sonho urbanístico e, como todo sonho, acabou quando acordamos para a realidade.

Pouco mudou.

Quem regularizou as calçadas, o fez com medo da multa. Poucos se sentiram civilmente obrigados a ajudar o próximo e, muitos desses, desistiram no primeiro orçamento.

A padronização virou um mercado promíscuo, no qual a indicação desta ou daquela empresa para executar o serviço sai de dentro da própria prefeitura. O medo da multa levou centenas de proprietários a fazer obras sem critério, resultando em uma descontinuidade absurda, mesmo entre calçadas de imóveis vizinhos. Além disso, os aclives e declives não foram respeitados, as faixas táteis mal conectadas e boa parte dos proprietários de imóveis, principalmente do centro, fingiram que “não era com eles” e deixaram suas calçadas inacessíveis.

Além disso, as calçadas do centro não encontram o respeito dos cidadãos – muitos não entendem a utilidade – e absurdos são vistos.

Nas esquinas da Santos Dumont com as ruas Bartolomeu de Gusmão e Jorge Sanwais (ironicamente próximas à faculdade de onde saiu parte do projeto), as calçadas adaptadas passam boa parte do dia tapadas de mesas onde podemos ver, inclusive, estudantes de Arquitetura deliciando-se com geladas cervejas e cadeirantes obrigados a passar pela rua.

Sem o exemplo da área central, pouco foi feito nos bairros.

Na foto abaixo, tirada no Parque Presidente, há menos de 300 metros do Terminal Rodoviário, um PNE (Portador de Necessidades Especiais) não tem nem calçada para circular e, com chuva, se vê obrigado a trafegar pela faixa de rolagem.

As pessoas só adaptam suas calçadas quando a prefeitura ameaça e, como essa só ameaça de vez em quando, o projeto segue a passos lentos.

Enquanto isso, a gente fica por aí se gabando que, em Foz, as ideias são avançadas, mas a prática mostra mais a preguiça dos agentes públicos e cidadãos do que resultados. E aí, quem precisa de uma cidade acessível para se locomover, tem de esperar sentado, na cadeira de rodas.



 
 

 

*Luiz Henrique Dias é dramaturgo. Leia mais no blogdoluiz.com.br ou siga ele no twitter: @luizhdias
 

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Ecopolo Industrial X A falta de visão

Li ontem, notícia sobre a construção do primeiro parque industrial da America Latina, localizado na cidade Argentina de Córdoba.
O projeto é a criação de um condomínio de empresas ambientalmente responsáveis, que na sua operação industrial tenham como critério principal a preocupação com produção sustentável.
Fiquei feliz e triste ao mesmo tempo, feliz por ver que tem gente que está sintonizada com  as expectativas do mercado atual e futuro; triste porque logo que assumi a Diretoria de Desenvolvimento Sustentável da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Foz do Iguaçu, em janeiro de 2005, apresentei juntamente com um técnico da Itaipu Binacional a proposta de criação de um Ecopolo Industrial em Foz do Iguaçu ao Prefeito Paulo Mac Donald o qual não obtive êxito na aprovação.
No mês de março daquele ano fui, sem nenhum custo por parte do Município, ao Rio de Janeiro e durante uma semana me reuni com empresários de indústrias que estavam interessadas nesse modelo de empreendimento.
A proposta previa, um projeto de diferenciação frente a todos os demais parques industriais existentes, em diversos municípios do Brasil. Consistia em investimentos em infra-estrutura, detalhadamente planejada com os critérios de sustentabilidade ambiental, a exemplo de asfalto ecológico, calçadas impermeáveis, estação de tratamento de resíduos líquidos e sólidos, normativas para construções sustentáveis das plantas industriais que ali viessem a ser instaladas e, muito mais...
Objetivava principalmente o Ecopolo, chamar a atenção de sua clientela para a garantia de um produto proveniente de uma produção ambientalmente adequada e com a devida certificação. Isso com certeza atrairiam novos mercados, para  produtos  ecologicamente corretos.
Infelizmente, a proposta não prosperou em Foz, e mais uma vez deixamos de ser protagonistas de um modelo arrojado de sustentabilidade e desenvolvimento.
Foz conta com um Parque industrial de quase 5 anos, com pouquíssimas  industrias operando e, sem nenhum apelo comercial diferenciado. Qual seria a falha do modelo de parque industrial utilizado no município de Foz do Iguaçu?
Leiam abaixo a matéria publicada esta semana, morram de inveja e felicidade por “nuestros hermanos” que tiveram a iniciativa que já é comum na Europa, Japão e Estados Unidos.
 
Argentina
Construirán el primer parque eco industrial de América Latina

El primer parque industrial ecológico del país y de América Latina, que nucleará industrias comprometidas con el medio ambiente, se levantará en el suburbio este de la ciudad de Córdoba. Con una inversión inicial de 14 millones de dólares, el denominado Eco Parque Industrial Córdoba (Epic) brindará asesoramiento, capacitación y formación a las empresas sobre la forma de producción sostenible. Apunta a vincular los procesos productivos para reducir el consumo de materias primas e insumos, los servicios e inclusive los desechos, para que otras empresas del predio puedan reutilizarlos, lo que permite reducir la polución y las emanaciones, y mejorar la escala de costos. Esta sinergia incluye también la posibilidad de compartir los costos de logística y transporte, de infraestructura, de compras y ventas
El primer parque industrial ecológico del país y de América Latina, que nucleará industrias comprometidas con el medio ambiente, se levantará en el suburbio este de la ciudad de Córdoba.
La iniciativa, se anunció, surge de la alianza entre las desarrollistas Brandolini & Asociados y Deinguidard Arquitectura y Desarrollos, con una inversión inicial de 14 millones de dólares. El denominado Eco Parque Industrial Córdoba (Epic) se localizará en un predio de 80 hectáreas ubicado sobre ruta 19, a cuatro kilómetros de la avenida de Circunvalación.
El proyecto prevé 220 lotes de 2.500 metros cuadrados cada uno, con los servicios habituales como agua, gas natural, electricidad para demanda industrial, cloacas y conectividad. Uno de los responsables del emprendimiento, Raúl Deinguidard, definió que "la idea es que las empresas tengan una política sostenible desde el punto de vista ambiental”.
Destacó que este formato de parque industrial es muy utilizado en Europa, tiene una docena de desarrollos en Estados Unidos, pero “es el primero en implementarse en el país”.
Cuando esté en plena operación Epic brindará asesoramiento, capacitación y formación a las empresas sobre la forma de producción sostenible, además de promover la sinergia entre las empresas instaladas allí.
Se apunta a vincular sus procesos productivos para reducir el consumo de materias primas e insumos, los servicios e inclusive los desechos, para que otras empresas del predio puedan reutilizarlos, lo que permite reducir la polución y las emanaciones, y mejorar la escala de costos.
Esta sinergia incluye también la posibilidad de compartir los costos de logística y transporte, de infraestructura, de compras y ventas, y también de requerimientos legales
Fonte: http://comunicarseweb.com.ar/?Construiran_el_primer_parque_eco_industrial_de_America_Latina&page=ampliada&id=303&_s=&_page=&utm_medium=Email&utm_source=Newsmaker&utm_campaign=Newsmaker%20-%20chief-executive-officer%20-%2007-04-2011
Andre Alliana - Ex-diretor de Desenvolvimento Sustentável  e ex-Secretário Municipal de Meio Ambiente de Foz do Iguaçu

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Vem ai um novo mecanismo de consumo, o Consumo Colaborativo (Collaborative Consumption)

Alimentado pela crise econômica, pela facilitação das redes de contatos através das redes sociais virtuais e por toda a visibilidade dos movimentos ambientais o Consumo Colaborativo promete ser uma segunda via através do aluguel (ou disponibilização) de espaços ociosos, divisão de bens e acessos…
É uma completa quebra do raciocínio do mercado que estamos acostumados.
A crise econômica mundial de 2008, as novas gerações, problemas ambientais e as mídias sociais são alguns dos elementos de ruptura que estão fomentando este modelo de consumo.

A barreira entre o que é meu e o que é seu é enfraquecida neste sistema, em um mundo onde a Aldeia Global se tornou uma realidade.

Estamos caminhando para um novo modelo de consumo, onde a reputação das pessoas será a principal moeda de troca e o consumismo sem limites vem deixando de ser algo legal para se tornar uma gafe.

Esse é um dos fenômenos mais interessantes que vem ocorrendo dentro do movimento verde, nos últimos anos, é o nascimento e a expansão de diferentes formas de acesso a produtos e serviços, sem a necessidade de compra. Serviços de aluguel de carros, roupas e objetos de todo tipo, trocas de pessoa para pessoa, empréstimos temporários e doação de coisas em desuso por meio de redes como Freecycle, estão apontando para um novo tipo de sociedade colaborativa que se desenvolve por meio da conexão e da tecnologia.

Compre mais, gaste menos --e, ainda por cima, ajude a preservar o ambiente. Essa é, em essência, a mensagem por trás de uma moda que começa a se converter em negócios milionários.

Pra que gastar dinheiro, consumir recursos e usar um espaço valioso em sua casa com algo que você vai usar apenas algumas vezes por ano, se você pode alugar ou pedir emprestado? Esse é o pensamento de muita gente que está deixando de comprar produtos da forma tradicional. Nos Estados Unidos, pipocam empresas que lucram com trocas, empréstimos e aluguel de coisas entre as pessoas, tais como como a Rentalic, a Swap.com e a Neighborrow. Até carros podem ser compartilhados através de serviços como o Zipcar.
 

Alguns jovens estão fazendo muito dinheiro com um site de aluguel de coisas, qualquer coisa. Ali as pessoas colocam o que desejam alugar por um dia ou uma semana, e outras o que gostariam de alugar. E assim se promove o encontro.

Cresce cada vez o sistema de compartilhamento de carros em que se paga por hora. Já está surgindo um mercado de troca e aluguéis de livros digitais.

Também não para de crescer o mercado de aluguel de quartos nas casas. Isso que era restrito está virando negócio de milhões graças à internet. A idéia, em si, é ter menos e compartilhar mais. Sem deixar de usar os produtos

Compartilhar e alugar produtos são palavras de ordem para o futuro ou, pelo menos, são as apostas de diversos empreendedores para uma nova plataforma de consumo,  que busca um volume maior de consumo, com menor gasto e menor impacto ambiental.

O consumo colaborativo é uma das coisas mais interessantes que todo esse ambiente de cooperação que a internet proporciona e os espertos e bem intencionados serão os grandes beneficiados.
E você? O que acha disso? Colabore com seu comentário.

Melhor cumprir as recomendações da OEA - por Zé Dirceu

zé dirceu - um espaço para discussão no brasil

Não adianta o nosso governo, via Itamaraty, considerar "precipitada e injustificável" a decisão da Organização dos Estados Americanos (OEA) - leiam nota acima - de pedir a suspensão das obras da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA). Tampouco, justificar que esperava poder debater mais a questão antes da decisão da Organização.

Ainda que tenhamos de reconhecer seu caráter inédito, fora da tradição da OEA, e que as decisões ambientais e administrativas a respeito da hidrelétrica cabem à Justiça brasileira, o fato é que o pedido, decidido em sua sede em Washington (DC), deve servir de alerta ao país e ao nosso governo.

Deve funcionar como mais um lembrete sobre as implicações internacionais de decisões que afetam o meio ambiente e as populações indígenas no Brasil. Não basta o nosso país e seu governo protestarem e se indignarem. Precisamos mostrar as medidas que tomamos e disputar primeiro o entendimento, depois a aprovação da opinião pública internacional à obra.

A reação do governo brasileiro lembra um pouco aquela história de uma greve de ferroviários por atraso de salários em Minas, quando Milton Campos governava o Estado (1947-1951). Um secretário mais prestativo aproximou-se do governador e sugeriu-lhe enviar as tropas para reprimir o movimento. O governador respondeu: "acho melhor mandar o trem pagador com os salários".

terça-feira, 5 de abril de 2011

Rumo a uma Economia Verde

Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável

O novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) demonstra que é possível uma transição para a economia verde com o investimento de 2% do PIB global por ano (cerca de US$ 1,3 trilhão) até 2050, instalando uma transformação em setores chave como agricultura, edificações, energia, silvicultura, indústria, pesca, turismo, transporte, água e gestão de resíduos. Tais investimentos devem ser estimulados através de reformas em políticas nacionais e internacionais.

Um cenário de investimento verde atinge taxas de crescimento anuais mais altas que o cenário atual de negócios. Esse crescimento econômico caracteriza-se por uma separação significativa em impactos ambientais.

A demanda global por energia aumentaria um pouco, mas retornaria aos níveis correntes até 2050, o que significaria uma redução de cerca de 40% em relação ao esperado no cenário atual de negócios, graças aos avanços em eficiência energética. Um panorama de investimento sustentável é projetado para reduzir as emissões de CO2 em cerca de um terço até 2050. A concentração atmosférica de emissões deve ser mantida abaixo de 450 ppm (partes por milhão) – o ideal é 350 ppm – até 2050 para que seja possível limitar o aquecimento global limiar de 2°C.

O valor agregado na indústria florestal aumentaria cerca de 20% em 2050 em comparação ao cenário atual. Investimentos em agricultura verde conduziriam ao aumento da qualidade do solo e crescimento da produção global das principais culturas. O aumento da eficiência na agricultura e nos setores industrial e urbano reduziria a demanda de água em cerca de um quinto até 2050.

Segundo o estudo, uma economia verde criaria empregos e progresso econômico, geraria crescimento e renda em capital natural e crescimento do PIB, ao mesmo tempo em que evitaria mudanças climáticas, escassez de água entre outros riscos adversos.
Fonte: PNUMA