sábado, 25 de junho de 2011

Gestão para a sustentabilidade das empresas

A criação de um sistema de gestão para a sustentabilidade numa empresa ou instituição deve ser encarada como uma evolução do ser humano, um passo à frente em benefício dele próprio e das gerações futuras. Afinal, não estamos falando apenas da “floresta” que corre o risco de desaparecer ou daquele “animal” em vias de extinção, mas do meio ambiente. Onde nós vivemos. Seja ele a nossa casa, o nosso trabalho, a nossa cidade, o nosso país, o nosso Planeta.
Pensar em sustentabilidade é agir em benefício do bem comum. Suas ações devem promover a integração e a harmonia da instituição, baseadas na sinceridade dos relacionamentos (internos e externos), segurança, higiene, saúde, clareza de responsabilidades e confiança.
O aumento da conscientização popular e empresarial sobre a eficiência e a qualidade dos produtos e serviços reforça a importância de práticas de gestão para a sustentabilidade como forma de agregar valor institucional à empresa/instituição. A atuação dentro das organizações deve ser entendida como um círculo, onde não há princípio, meio e fim: todos – desde funcionários com responsabilidades mais simples até executivos – devem estar comprometidos com as suas práticas, pensamentos e ações. E esse “círculo virtuoso” passa, por exemplo, pelo estímulo a conceitos socioresponsáveis e pelo uso racional de água, energia, alimentos, papel, material de escritório, equipamentos eletroeletrônicos, matéria-prima, etc.
Em nível econômico, o compromisso desse tipo de gestão também pode ser analisado pela possibilidade e abertura para maior atração de novos consumidores, que consomem em empresas e produtos comprometidos com o respeito à natureza e o uso racional dos recursos naturais. Em vez de “ônus” ou “despesa”, o investimento num sistema de gestão para a sustentabilidade pode ser entendido como um compromisso da empresa com um desenvolvimento economicamente viável, socialmente justo e ambientalmente saudável.
A implantação de um sistema de GS estimula a empresa/instituição a, mais do que ser “ambientalmente correta”, entender a necessidade de uma contribuição mais efetiva e participativa para as soluções que visem à conservação e preservação ambientais.
Além de incentivar a harmonia com a natureza, a prática da gestão para a sustentabilidade contribuiria também para a redução dos riscos e a manutenção da competitividade da empresa.
Este é um novo cenário. Um cenário no qual a qualidade virou um aspecto primordial e que está tornando cada vez mais transparente a máxima de que “meio ambiente somos todos nós.” Se agirmos localmente pensaremos globalmente em benefício da Vida. Porque se “quando todos pagam cada um desembolsa menos”, “quando todos ajudam, o ganho é coletivo.”
E se nós tornarmos “corriqueiras” essas ações em benefício do meio ambiente e da sustentabilidade (que diz respeito a todos nós), temos mais chances de estendermos essas atitudes e pensamentos a nossos clientes, fornecedores, colaboradores e à sociedade.
Um círculo virtuoso.
Pense nisso. Pense naturalmente no futuro da sua empresa, no futuro dos seus filhos, pense naturalmente, Meio Ambiente.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Semana do Meio Ambiente

Muitas foram às atividades realizadas na semana do meio ambiente no inicio de junho, no dia primeiro a Câmara Municipal realizou audiência pública para discutir a coleta, transporte e destinação do Lixo da nossa cidade, o saldo foi o que todos já sabiam muito se gasta, pouco se faz e pouquíssimos são os que se preocupam com esta realidade.
Para se ter uma idéia, o município de Foz do Iguaçu gasta mais de 200 mil reais por mês com a empresa Vital para que ela recolha o lixo reciclável de nossa cidade, porem, nada faz para contratar e pagar pelo serviço da Cooperativa de Catadores que recolhe uma quantidade muito maior do que o recolhido pela concessionária pública.
A Igreja Católica aproveitou a data para relembrar o Tema da Campanha da Fraternidade desse ano, cujo slogan este ano é “Fraternidade e Vida no Planeta”, várias foram às atividades das comunidades, com destaque para a realizada na Vila Iolanda que contou com o apoio da equipe de educação ambiental do município realizando a “Caminhada para a sustentabilidade” realizada no dia 3 de junho.
O município também encerrou o Concurso de Frases que tinha como tema o Meio Ambiente.
Ainda esta semana a UDC promoveu uma corrida ambiental e a Faculdade Anglo- Americano realizou a Semana Acadêmica de Meio Ambiente
Na região aconteceu em Medianeira o I Encontro sobre Práticas Integrativas e Complementares de Saúde, que teve caráter inovador na região Oeste do Paraná, porque ampliou a discussão e o conhecimento das práticas integrativas e complementares de saúde em especial no uso de plantas medicinais. O Evento serviu também para comemorar os 21 anos de fundação do Centro Popular de Saúde Yanten.
 Porem de todos os eventos, o mais marcante foi a Jornada Preparatória para a Rio + 20, a jornada esta sendo realizada em diversos pontos da nossa região, em Foz do Iguaçu ocorreu no dia 03 de junho, às 19h30, no auditório da Paróquia São João Batista (antiga igreja Matriz do Centro), coordenado pela Diretoria de Coordenação e Meio Ambiente de ITAIPU Binacional e a Prefeitura de Foz do Iguaçu. Seu objetivo principal é o de iniciar o processo de mobilização dos segmentos sociais para Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, que irá acontecer de 04 a 06 de junho de 2012, no Rio de Janeiro. Esta Conferência recebeu o nome de Rio+20 e visa renovar o engajamento dos líderes mundiais com o desenvolvimento sustentável do planeta, vinte anos após a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92). Nela serão debatidos os seguintes temas: Biodiversidade, Mudanças Climáticas e Economia Verde, a contribuição da “economia verde” para o desenvolvimento sustentável e a eliminação da pobreza, com foco sobre a questão da estrutura de governança internacional na área do desenvolvimento sustentável.
Fato lamentável foi a pouca importância que o tema demonstrou as autoridades locais, Foz que já teve a pretensão de realizar a Rio+15 tendo inclusive criado uma Secretaria Municipal especialmente para isso, ficou a desejar, Pelo visto ainda temos muito discurso e propaganda a respeito da defesa do Meio Ambiente, mas prática que é bom pouco se vê.
Reflita Foz não poderia ser uma grande vitrine ambiental, temos Itaipu e seus programas, temos o mais visitado Parque Nacional do País, a nossa geografia nos privilegia com nossas fronteiras, temos a maravilha das águas que são as Cataratas, porem ainda nos falta o tal comprometimento ambiental.
Pense, Foz é Naturalmente, Meio Ambiente.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Aniversário da cidade teve presente de grego

No último dia 10 de junho, Foz do Iguaçu completou 97 anos de emancipação política.
Entre outras atividades a data foi marcada pelo tradicional desfile Cívico na Av. Paraná, que teve como tema Foz do Iguaçu 97 anos Preservando o Meio Ambiente.
As escolas municipais e os centros municipais de educação infantil que participaram do desfile em homenagem ao aniversário de Foz do Iguaçu, fizeram bonito na apresentação.
Os professores usaram a criatividade e o apoio dos alunos para preparar uma grande apresentação para o público que for assistir ao evento. Foram preparadas fantasias e até carros  alegóricos mostrando como a cidade trata da água, destinação de resíduos, mudanças climáticas e da biodiversidade. Dentro desses temas foi mostrado a reciclagem do lixo, cuidados com a dengue, pontos turísticos sua fauna e flora e sustentabilidade.
A única coisa que ninguém comentou foi o fato da Secretária de Meio Ambiente ter sido extinta  no ano passado e suas atribuições divididas entre Secretaria de Agricultura, que cuida hoje do Zoológico Bosque Guarani, Horto Municipal e a Prainha de Três Lagoas , a Secretaria da Fazenda que realiza agora toda a fiscalização ambiental e por fim a Secretaria de Obras  que passou a ser chamada de Secretaria de Obras  e Meio Ambiente  ficando com a coleta seletiva, a  manutenção das praças  públicas e o manejo florestal.
Recentemente a Câmara Municipal em audiência pública sobre a concessão pela limpeza  da cidade e o recolhimento e destinação do Nosso lixo, aprovou  uma moção pedindo a imediata recriação da Secretaria de Meio Ambiente.
A meu ver é um absurdo uma cidade que respira meio Ambiente não ter um setor responsável para cuidar daquilo que é o nosso maior patrimônio.  Temos o mais visitado Parque Nacional Brasileiro, temos o premiado programa Cultivando Água Boa da Itaipu Binacional, temos o Aqüífero Guarani bem abaixo de nós.
O resultado é naturalmente o enfraquecimento de todas as políticas ambientais realizada pelo município.  Mas ao que parece este enfraquecimento não impede ao prefeito de tentar maquiar   seu desinteresse ambiental. Ironicamente escolhendo o tema para comemorar o aniversário da Cidade.
Enquanto Isso não acontece o poder publico faz de conta que faz política ambiental e o povo faz de conta que acredita.
Pense Nisso!  Foz do Iguaçu é ou não é Naturalmente, Meio Ambiente

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Cientistas são contra votação imediata do Código Florestal


A poucos dias da votação da proposta de novo Código Florestal, a SBPC - Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e a Academia Brasileira de Ciências encaminharam pedido ao Parlamento para que a decisão seja adiada.
Segundo os cientistas, serão necessários dois anos de estudos e negociações para se chegar a um modelo aceitável de regulação, capaz de assegurar a defesa do patrimônio ambiental diante da necessidade de expandir a produção agropecuária. Como exemplo, eles afirmam que a redução das áreas de proteção da mata ciliar, da forma como o projeto apresenta, vai produzir um enorme impacto no meio ambiente.
O relatório final sobre o Código Florestal apresentado na segunda (2 de maio), pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) apresenta alguns recuos em relação à proposta anterior sobre a delimitação das áreas de Preservação Permanente (APPs). Rebelo queria que ela ficasse em 15 metros de largura para as faixas marginais de cursos de água de menos de 10 metros, mas cedeu e colocou em seu relatório 30 metros como desejam os ambientalistas. Com isso, a delimitação de áreas para as margens de córregos e rios varia de 30 metros a 500 metros, de acordo com a largura do curso d'água.

          O relator também incluiu em seu parecer que os produtores rurais poderão fazer sua reserva legal fora do estado onde está a propriedade, desde que no mesmo bioma, além de também possibilitar a reserva legal coletiva. Ele define, em seu parecer, que no topo de morros, montes, montanhas e serras com altura mínima de 100 metros e, ainda, em altitude superior a 1.800 metros serão admitidas culturas lenhosas perenes, atividades florestais e pastoreio extensivo, desde que não ocorra supressão da vegetação nativa.

           Na regularização ambiental em área de preservação permanente, Rebelo também incluiu em seu parecer que, no caso de áreas rurais consolidadas localizadas em áreas de preservação permanente nas margens de cursos d'água até 10 metros de largura , será admitida a manutenção das atividades agrossilvopastoris desenvolvidas, desde que seja recuperada uma faixa de 15 metros contados da calha do leito regular do rio, e que sejam observados critérios técnicos de conservação do solo e da água.

 Os cientistas reconhecem que a legislação precisa ser reformulada e que o Brasil precisa expandir a produção de alimentos, porem essa mudança precisa ser feita com critérios técnicos e científicos e não meramente políticos e de interesses financeiros.
Um dos argumentos apresentados pelos cientistas observa, por exemplo, que a pecuária brasileira era mais produtiva na década de 1940, com uma média de 2,56 cabeças de gado por hectare, do que agora, com a média de 0,93 cabeças por hectare.
Segundo os cientistas, o futuro do Brasil se define, em grande parte, por sua capacidade de assegurar o bom desempenho da economia rural e ao mesmo tempo preservar a riqueza da diversidade biológica.
           Porem o presidente da Câmara Dep. Marco Maia, não tem planos de adiar a votação do relatório de Aldo Rebelo que será mantida para os próximos dias.

terça-feira, 3 de maio de 2011

2ª Caminhada pela Sustentabilidade e concurso de frases


            Em junho de 2012 o Rio sediará a conferência Rio+20 em um momento de encruzilhada para a humanidade.  Vinte anos depois, a conferência pretende fazer um balanço dos compromissos estabelecidos na  Rio 92, definir parâmetros para a chamada economia verde e debater a arquitetura institucional necessária para o desenvolvimento sustentável.  Já é ampla a mobilização global, nacional e local para a Rio+20.
           Outro grande debate e mobilização social ocorre a partir da Campanha da Fraterrnidade com o tema “ Fraternidade e a Vida no Planeta, a criação geme em dores de parto”.
      Em meio a esta trajetória de compromissos o planeta e a humanidade dão claros sinais da urgência de soluções reais. A equação vivida há mais de um século que combina super-exploração da natureza e do trabalho em nome do infinito crescimento econômico e desenvolvimento das forças produtivas nos levou às catástrofes ambientais, climáticas e sociais de hoje. Para que possamos enfrentar os desafios à altura de sua gravidade é preciso colocar os direitos e a justiça no centro das atenções e para tal é preciso apostar na constituição de uma esfera pública, tanto na política como na economia, destinada a garantir os direitos dos povos.
   No dia 5 de junho comemoramos o dia mundial do meio ambiente, para esta comemoração cada município da Bacia Paraná 3 irá realizar várias ações. Uma ação porém será coletiva O concurso de frases e a 2ª Caminhada para a Sustentabilidade.

Convidamos a todos para participarem desses dois momentos.
 -  Caminha dia 3 de junho de 2011,  as 14hs na Vila Yolanda com inicio no Colégio Agrícola e término na Praça da Amizade em frente ao Shoping  Boulevard.
  - Concurso de frases para 2ª Caminhada para a Sustentabilidade.

Critérios para Concurso de Frases 2ª Caminhada para a Sustentabilidade da BP3

TEMA GERADOR: Rio + 20

1 – OBJETO
1.1. Trata-se de concurso de frases aberto a toda comunidade da Bacia do Paraná 3, tendo como tema gerador a Conferência Rio + 20 e seus eixos de trabalho: Mudanças Climáticas, Economia Verde, Erradicação da Pobreza;

2- DO CONCURSO
1.1. A participação neste concurso é voluntária e gratuita.

3 – PRAZO
2.1. O presente concurso terá início a partir de seu lançamento, dia 02 de maio de 2011 até  às 18h do dia  12 de maio de 2011.

4. DOS CRITÉRIOS DE PARTICIPAÇÃO NO CONCURSO

4.1. O participante escreverá uma frase sobre os temas acima citados;
4.2. A frase deverá ter no máximo 20 palavras;
4.3. A frase deverá ser de autoria própria;
4.4. A frase poderá ser escrita de próprio punho ou em forma digital;
4.5. É obrigatório constar junto à frase, nome do autor, município, o segmento que representa e   telefone para contato;
4.6. O Participante poderá encaminhar quantas frases desejar durante o prazo estabelecido;
4.7.  As frases deverão ser entregues:
- Na Secretaria Municipal da Educação – Rua Xavier da Silva, 660, Edifício Classic, 13º andar aos cuidados de Maria Aparecida de Oliveira, telefone 45 35211267

No Zoológico Bosque Guarani, Rua Tarobá, 875, Jardim Festugato aos cuidados de  Rosani Borba ou Iracema Cerutti, telefone 45 39013377  /    3378;

Ou pelo email: svcuaarenda@gmail.com,  até às 18h do dia 12 de maio.

5 – DOS CRITÉRIOS DE SELEÇÃO
5.1. Será selecionada 01 única frase por município;
5.2. A seleção da melhor frase será feita através de uma comissão julgadora, com integrantes escolhidos pelos Gestores de Educação Ambiental do Município;
5.2. Para seleção da frase serão avaliados os seguintes itens: criatividade, pertinência quanto ao tema proposto e originalidade;
5.3. As decisões da Comissão Julgadora serão finais e não caberá contra estas qualquer tipo de impugnação.

6 – PREMIAÇÃO
6.1. A frase selecionada representará o município na 2ª Caminhada para a Sustentabilidade, que será realizada no mês de junho, na Semana do Meio Ambiente, sendo esta exposta em faixas a serem utilizadas nos 29 municípios da BP3;

6.2. A divulgação da frase escolhida e nome do vencedor ocorrerá até o dia 30 de maio de 2011 na imprensa local e ao premiado.

7 - DAS AUTORIZAÇÕES E GARANTIAS DO PARTICIPANTE E/OU DE SEU REPRESENTANTE LEGAL NOS CASO DO PARTICIPANTE SER MENOR DE IDADE:
7.1. Reconhece que é condição essencial para este concurso que a frase seja de sua própria autoria e que não esteja de maneira alguma violando quaisquer direitos de terceiros ou a legislação brasileira;
7.2. Autoriza de forma irrevogável, a utilização e reutilização sem limites de vezes as frases dos participantes, seja dentro ou fora do território brasileiro,

8 - DISPOSIÇÕES GERAIS
8.1. Não serão permitidas as participações de Gestores de Educação Ambiental, ou qualquer outro cidadão ou cidadã que estejam envolvidos no concurso;
8.2. A participação neste concurso acarreta aos participantes a aceitação total e irrestrita de todos os itens deste regulamento.


Realização :

Gestores de Educação Ambiental, Gestores de Bacias Hidrográficas, redes de ensino, entidades religiosas, sociedade civil, cooperativas,associações, empresas,instituições públicas, organizações não governamentais – ONGs, Prefeitura de Foz do Iguaçu, espaços educadores e órgãos de imprensa.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Acessibilidade inacessível

Eu estava, dia desses, em Porto Alegre, numa roda de amigos - alguns também estudantes de Arquitetura e Urbanismo -, gabando-me das calçadas de Foz.

Mas a realidade é outra.

O projeto calçadas, inicialmente uma parceria da prefeitura com a faculdade de Arquitetura local, parecia ser a solução para os problemas de acessibilidade, paisagismo e permeabilidade do solo urbano. A proposta era padronizar a cidade, permitindo que “um deficiente visual, por exemplo, circule por todo o centro e por boa parte do perímetro urbano”. Era um sonho urbanístico e, como todo sonho, acabou quando acordamos para a realidade.

Pouco mudou.

Quem regularizou as calçadas, o fez com medo da multa. Poucos se sentiram civilmente obrigados a ajudar o próximo e, muitos desses, desistiram no primeiro orçamento.

A padronização virou um mercado promíscuo, no qual a indicação desta ou daquela empresa para executar o serviço sai de dentro da própria prefeitura. O medo da multa levou centenas de proprietários a fazer obras sem critério, resultando em uma descontinuidade absurda, mesmo entre calçadas de imóveis vizinhos. Além disso, os aclives e declives não foram respeitados, as faixas táteis mal conectadas e boa parte dos proprietários de imóveis, principalmente do centro, fingiram que “não era com eles” e deixaram suas calçadas inacessíveis.

Além disso, as calçadas do centro não encontram o respeito dos cidadãos – muitos não entendem a utilidade – e absurdos são vistos.

Nas esquinas da Santos Dumont com as ruas Bartolomeu de Gusmão e Jorge Sanwais (ironicamente próximas à faculdade de onde saiu parte do projeto), as calçadas adaptadas passam boa parte do dia tapadas de mesas onde podemos ver, inclusive, estudantes de Arquitetura deliciando-se com geladas cervejas e cadeirantes obrigados a passar pela rua.

Sem o exemplo da área central, pouco foi feito nos bairros.

Na foto abaixo, tirada no Parque Presidente, há menos de 300 metros do Terminal Rodoviário, um PNE (Portador de Necessidades Especiais) não tem nem calçada para circular e, com chuva, se vê obrigado a trafegar pela faixa de rolagem.

As pessoas só adaptam suas calçadas quando a prefeitura ameaça e, como essa só ameaça de vez em quando, o projeto segue a passos lentos.

Enquanto isso, a gente fica por aí se gabando que, em Foz, as ideias são avançadas, mas a prática mostra mais a preguiça dos agentes públicos e cidadãos do que resultados. E aí, quem precisa de uma cidade acessível para se locomover, tem de esperar sentado, na cadeira de rodas.



 
 

 

*Luiz Henrique Dias é dramaturgo. Leia mais no blogdoluiz.com.br ou siga ele no twitter: @luizhdias
 

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Ecopolo Industrial X A falta de visão

Li ontem, notícia sobre a construção do primeiro parque industrial da America Latina, localizado na cidade Argentina de Córdoba.
O projeto é a criação de um condomínio de empresas ambientalmente responsáveis, que na sua operação industrial tenham como critério principal a preocupação com produção sustentável.
Fiquei feliz e triste ao mesmo tempo, feliz por ver que tem gente que está sintonizada com  as expectativas do mercado atual e futuro; triste porque logo que assumi a Diretoria de Desenvolvimento Sustentável da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Foz do Iguaçu, em janeiro de 2005, apresentei juntamente com um técnico da Itaipu Binacional a proposta de criação de um Ecopolo Industrial em Foz do Iguaçu ao Prefeito Paulo Mac Donald o qual não obtive êxito na aprovação.
No mês de março daquele ano fui, sem nenhum custo por parte do Município, ao Rio de Janeiro e durante uma semana me reuni com empresários de indústrias que estavam interessadas nesse modelo de empreendimento.
A proposta previa, um projeto de diferenciação frente a todos os demais parques industriais existentes, em diversos municípios do Brasil. Consistia em investimentos em infra-estrutura, detalhadamente planejada com os critérios de sustentabilidade ambiental, a exemplo de asfalto ecológico, calçadas impermeáveis, estação de tratamento de resíduos líquidos e sólidos, normativas para construções sustentáveis das plantas industriais que ali viessem a ser instaladas e, muito mais...
Objetivava principalmente o Ecopolo, chamar a atenção de sua clientela para a garantia de um produto proveniente de uma produção ambientalmente adequada e com a devida certificação. Isso com certeza atrairiam novos mercados, para  produtos  ecologicamente corretos.
Infelizmente, a proposta não prosperou em Foz, e mais uma vez deixamos de ser protagonistas de um modelo arrojado de sustentabilidade e desenvolvimento.
Foz conta com um Parque industrial de quase 5 anos, com pouquíssimas  industrias operando e, sem nenhum apelo comercial diferenciado. Qual seria a falha do modelo de parque industrial utilizado no município de Foz do Iguaçu?
Leiam abaixo a matéria publicada esta semana, morram de inveja e felicidade por “nuestros hermanos” que tiveram a iniciativa que já é comum na Europa, Japão e Estados Unidos.
 
Argentina
Construirán el primer parque eco industrial de América Latina

El primer parque industrial ecológico del país y de América Latina, que nucleará industrias comprometidas con el medio ambiente, se levantará en el suburbio este de la ciudad de Córdoba. Con una inversión inicial de 14 millones de dólares, el denominado Eco Parque Industrial Córdoba (Epic) brindará asesoramiento, capacitación y formación a las empresas sobre la forma de producción sostenible. Apunta a vincular los procesos productivos para reducir el consumo de materias primas e insumos, los servicios e inclusive los desechos, para que otras empresas del predio puedan reutilizarlos, lo que permite reducir la polución y las emanaciones, y mejorar la escala de costos. Esta sinergia incluye también la posibilidad de compartir los costos de logística y transporte, de infraestructura, de compras y ventas
El primer parque industrial ecológico del país y de América Latina, que nucleará industrias comprometidas con el medio ambiente, se levantará en el suburbio este de la ciudad de Córdoba.
La iniciativa, se anunció, surge de la alianza entre las desarrollistas Brandolini & Asociados y Deinguidard Arquitectura y Desarrollos, con una inversión inicial de 14 millones de dólares. El denominado Eco Parque Industrial Córdoba (Epic) se localizará en un predio de 80 hectáreas ubicado sobre ruta 19, a cuatro kilómetros de la avenida de Circunvalación.
El proyecto prevé 220 lotes de 2.500 metros cuadrados cada uno, con los servicios habituales como agua, gas natural, electricidad para demanda industrial, cloacas y conectividad. Uno de los responsables del emprendimiento, Raúl Deinguidard, definió que "la idea es que las empresas tengan una política sostenible desde el punto de vista ambiental”.
Destacó que este formato de parque industrial es muy utilizado en Europa, tiene una docena de desarrollos en Estados Unidos, pero “es el primero en implementarse en el país”.
Cuando esté en plena operación Epic brindará asesoramiento, capacitación y formación a las empresas sobre la forma de producción sostenible, además de promover la sinergia entre las empresas instaladas allí.
Se apunta a vincular sus procesos productivos para reducir el consumo de materias primas e insumos, los servicios e inclusive los desechos, para que otras empresas del predio puedan reutilizarlos, lo que permite reducir la polución y las emanaciones, y mejorar la escala de costos.
Esta sinergia incluye también la posibilidad de compartir los costos de logística y transporte, de infraestructura, de compras y ventas, y también de requerimientos legales
Fonte: http://comunicarseweb.com.ar/?Construiran_el_primer_parque_eco_industrial_de_America_Latina&page=ampliada&id=303&_s=&_page=&utm_medium=Email&utm_source=Newsmaker&utm_campaign=Newsmaker%20-%20chief-executive-officer%20-%2007-04-2011
Andre Alliana - Ex-diretor de Desenvolvimento Sustentável  e ex-Secretário Municipal de Meio Ambiente de Foz do Iguaçu