quinta-feira, 10 de julho de 2014

Foz do Iguaçu irá sediar a 15ª Cúpula de Informações sobre a Água

Foz do Iguaçu se prepara para sediar, entre os dias 28 e 30 de julho, a 15ª edição da “Water Information Summit (WIS)”, encontro internacional que busca desenvolver questões relacionadas à água através da promoção e do compartilhamento de informações e boas práticas. Nesta edição, o destaque fica por conta das temáticas: Água e Energia, Modelagem Hidrológica, Ecohidrologia e Sistemas de Informações Geográficas em Software Livre Aplicados aos Recursos Hídricos.
O evento é organizado pelo WaterWeb Consortium - comunidade global que reúne entidades ligadas aos recursos hídricos e também pelo Centro Internacional de Hidroinformática (CIH). Maria Donoso, diretora do GLOWS (sigla em inglês que significa em tradução literal Águas Globais para a Sustentabilidade) e vice presidente do WaterWeb Consortium explica os objetivos do evento:
“O objetivo do evento será desenvolvido a partir de quatro premissas: primeiramente, buscando melhorar as formas de obtenção das informações sobre a água. Segundo, como melhorar a comunicação sobre a água para as pessoas que a necessitam, estamos falando de tomadores de decisões, profissionais, comunidade e o público geral. Em terceiro lugar, como melhorar a qualidade da informação. Saber como detectar dados e informações equivocadas, aprendendo novas práticas relacionadas à gestão da água. Tudo isso no contexto em que haja utilidade prática para diferentes pessoas que tenham acesso a esta informação. E o quarto objetivo é poder trocar ideias sobre ferramentas relacionadas com a gestão da água”.
O encontro será realizado no Parque Tecnológico Itaipu e conta com apoio da Itaipu Binacional, Florida International University (FIU), United States Agency for International Development(USAID), Florida Atlantic University (FAU) e Fundação Parque Tecnológico Itaipu (FPTI). Na programação estão inclusas as participações de especialistas da América do Sul, América do Norte, América Central e Caribe. Além da apresentação de estudos de caso de outros continentes, entre eles, a África e a região do Cáucaso – fronteira entre a Europa e a Ásia.
O Centro Internacional de Hidroinformática (CIH) também irá apresentar sua atuação no desenvolvimento de sistemas de gestão territorial web em software livre a partir do contexto do nexo Água e Energia. De acordo com Maria Donoso, o evento é uma boa oportunidade para estudantes e profissionais do setor.
“Haverá uma série de painéis e apresentações de especialistas internacionais com temáticas muito atuais e interessantes que darão aos estudantes a oportunidade de aprender muito. Já os profissionais poderão conhecer novas ferramentas, não só ferramentas da internet ou modelos, mas também sobre gestão da informação e recursos hídricos. Aos tomadores de decisões, eles irão interagir com especialistas internacionais que estão apoiando a gestão dos recursos hídricos através dessas novas ferramentas e metodologias. Esperamos que o ponto alto do evento seja o intercâmbio e a colaboração de informações aos gestores da água”.
Também estarão presentes representantes do Programa Hidrológico Internacional (PHI), Instituto Caribenho para a Meteorologia e a Hidrologia de Barbados, Comitê Intergovernamental dos Países da Bacia do Prata, Programa Erasmus Mundus, GLOWS, Agência Nacional de Águas (ANA) e Itaipu Binacional. O evento será aberto ao público e as inscrições podem ser realizadas pelo sitewww.waterwebconsortium.com/wis15.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Prefeitos devem solicitar recursos para projetos de resíduos sólidos

Os prefeitos e gestores de consórcios municipais paranaenses têm apenas até o próximo dia 16 de maio para apresentar ao Comitê Gestor do Programa Paraná Sem Lixões seus pleitos de recursos para elaboração de projetos de programas de gestão de resíduos sólidos. No dia 21 de maio essas propostas serão apresentadas a uma missão da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), que vai financiar os projetos por meio de uma linha de crédito concedida à Fomento Paraná. 


Este foi o tema de uma reunião nesta terça-feira (6) entre o presidente da Fomento Paraná, Juraci Barbosa, e o deputado estadual Luiz Eduardo Cheida, que é também ex-secretário de Estado do Meio Ambiente. 


“Estamos preocupados, porque este é o último prazo para os gestores poderem tomar uma atitude no sentido de atender à Política Nacional de Resíduos Sólidos, que determina o fim dos lixões até 3 de agosto deste ano”, disse Cheida. “O Estado está fazendo todo o esforço para apoiar os municípios, mas é preciso que os gestores estejam atentos, porque o prazo é muito curto”, afirmou. 



RISCO - De acordo com o coordenador técnico do Comitê Gestor do Programa Paraná Sem Lixões, Laerty Dudas, o município que perder a data limite para manifestar interesse pelos recursos pode ser prejudicado com a perda de outros financiamentos. “O risco de o prefeito ser responsabilizado por não atender à lei é muito alto, mas o mais importante é aproveitar esta oportunidade que está sendo proporcionada pelo Governo do Estado, por meio da Fomento Paraná, e pleitear os recursos para elaborar os projetos”, afirma Dudas. 



Segundo ele, desde o começo o principal problema para eliminar os lixões e a falta de projetos e agora existem recursos para elaborar esses projetos. A linha de crédito aberta pela Agência Francesa para a Fomento Paraná para projetos de gestão de resíduos sólidos é de aproximadamente R$ 140 milhões. Os projetos aprovados poderão ser pagos em 12 anos, sendo três anos de carência. 



DRAMA NACIONAL - Domingos Portilho Filho, do escritório de projetos da Fomento Paraná, explica que a instituição financeira está atuando como facilitadora e captando recursos de baixo custo para apoiar os municípios, mas é preciso que os gestores tomem a iniciativa. 



“A questão dos lixões a céu aberto é um grande drama nacional. Temos a obrigação de eliminá-lo, mas os gestores precisam aproveitar a oportunidade, porque recursos sempre são escassos”, afirmou. 



CRÉDITO - Os municípios interessados nesta linha de crédito devem entrar em contato com o Comitê Gestor do Programa Paraná Sem Lixões, na Secretaria de Estado do meio Ambiente (41) 3304-7712. 



A formação dos consórcios intermunicipais para a coleta e a destinação de resíduos está prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos e no Plano de Regionalização da Gestão Integrada de Resíduos Sólidos Urbanos do Paraná, elaborado pela Secretaria do Meio Ambiente, e que aponta alternativas para o tratamento do lixo em cada uma das 20 regiões do Paraná.

Fonte: Agência Estadual de Notícias

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

WWF ABRE INSCRIÇÕES PARA A BOLSA PRINCE BERNHARD - 2014

A bolsa é oferecida pela Rede WWF com o objetivo de prover suporte financeiro para treinamentos e estudos em conservação ambiental.

O WWF trabalha constantemente por um futuro em que as pessoas vivam em harmonia com a natureza. Grande parte desse futuro depende da contribuição de jovens talentos que já trabalham em defesa do planeta no desenvolvimento de projetos de conservação. Para incentivar a atuação e o desenvolvimento destas iniciativas, foi criada a Bolsa Prince Bernhard.

Podem se candidatar estudantes e profissionais em conservação da África, Ásia/Pacífico, Leste Europeu, Oriente Médio, América Latina, Caribe e região do Mediterrâneo.

O recurso é válido apenas para cursos especializados em conservação ou áreas correlatas com término previsto para o período compreendido entre 1º de julho de 2014 e 30 de junho de 2015.

O valor da bolsa é de até 10.000 francos suíços.


As inscrições para o próximo período de seleção da bolsa terminam em 11 de janeiro de 2014.


Para se candidatar, acesse e preencha o formulário (em inglês) ao lado e encaminhe com os documentos solicitados para lep@wwf.org.br em formato *.pdf.

Confira mais detalhes em: www.panda.org/scholarships 

Qualquer dúvida, entre em contato pelo email: lep@wwf.org.br.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Ultrapassando Fronteiras

Não é por acaso que as Cataratas do Iguaçu estão entre as sete maravilhas do mundo. Dentro de um Sítio do Patrimônio Natural da Humanidade declarado pela Unesco, a exuberante cachoeira despeja em média mais de 1,7 milhão de litros de água por segundo, do alto de quedas que chegam a 80 metros de altura (Figura 1 e 2). No centro de uma gigante área verde, as quedas d'água não são a única maravilha dessa região situada no extremo oeste do estado do Paraná. O Parque Nacional do Iguaçu reserva cerca de 187mil hectares de área protegida que somados aos quase 67mil ha do Parque Nacional Iguazú, na Argentina, cobrem uma grande área de proteção da Floresta Estacional Semidecidual ou a Selva Paranaense, como também é conhecida a Mata Atlântica na região (Figura 3). Minha pesquisa de doutorado, desenvolvida no Programa de Ciências Ambientais e Florestais da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, trata justamente da cooperação entre os dois países para a proteção dessa área e felizmente tenho a oportunidade de executar esse trabalho em ambos os lados da fronteira.

Figura 1: Cataratas do Iguaçu.*

Figura 2: Cataratas do Iguaçu.*

Figura 3: Mata Atlântica no Parque Nacional do Iguaçu e Iguazú *

Em uma visita ao lado argentino tive a oportunidade de acompanhar os guarda-parques (Figura 4) em uma de suas "recorridas", ou seja, atividade que realizam mensalmente, em diferentes trechos do parque, visando a sua proteção contra as atividades ilegais, como a caça (Figura 5) e retirada de palmito (Figuras 6), semelhantes ao que ocorrem no Parque Nacional do Iguaçu. Saindo da sede administrativa localizada na cidade de Puerto Iguazú, soube que nosso destino seria a Ruta 101estrada que começa asfaltada à partir da Ruta 12*2, já em área do parque argentino, até chegar no aeroporto. Deste ponto, segue cerca de 35km como estrada de chão (muito enlamaçada em dia de chuva) (Figura 7), ainda em território protegido, até chegar a cidade de Comandante Andresito, fronteira com a cidade brasileira de Capanema. Próximo ao seu destino, o trecho de terra está sendo substituído por pedra onde é visível o alargamento do leito em torno de 3m (Figura 8). Segundo meus colegas argentinos, seu destino provável é o asfaltamento completo. Perguntei a opinião deles sobre a existência desta estrada, sua resposta é que ela deveria ser fechada pois é a principal entrada para o estabelecimento de atividades furtivas no parque e ocorrência de atropelamento de animais (Figura 9). Além disso, também relataram que a estrada é um caminho alternativo para outras atividades ilegais semelhantes à realidade brasileira de passagem de muamba vinda do Paraguai. É interessante ouvir isso de profissionais que tem uma formação de excelência e, ressalto, interdisciplinar, exclusivamente para a proteção da biodiversidade em seu país e financiados pelo Governo.

Figura 4: Guarda-parques argentinos.* 
(Foto tirada em outra saída de campo, em área denominada "Palmital").

Figura 5: Apreensão de materiais de caça no Parque Nacional Iguazú. 
(Imagem cedida pelo Parque - setor de guarda-parques)

Figura 6: Apreensão de palmito retirado ilegalmente do Parque Nacional do Iguazú
(Imagem cedida pelo Parque - setor de guarda-parques)

Figura 7: Trecho da Ruta 101.

Figura 8: Trecho da Ruta 101 sendo pavimentada com pedras.

Figura 9: Tamanduá atropelado em estrada que passa pelo Parque nacional do Iguazú.
(Imagem cedida pelo Parque - setor de guarda-parques)

Ao percorrer esse trecho da estrada pensei na semelhança com a polêmica Estrada do Colono, trecho irregular de 17 km que corta o parque brasileiro e liga Serranópolis do Iguaçu a Capanema. O histórico da origem e dos conflitos quanto à abertura dessa estrada está exposto em artigo escrito por André Alliana nesse mesmo blog (Não à reabertura da Estrada do Colono.), valendo uma consulta para melhor contextualização. O importante a dizer é que hoje a floresta já tomou posse desse espaço, fato que pode ser observado com uma visita a região (Figura 10, 11 e 12), agravando as consequências de sua abertura para a Mata Atlântica e todos os seres vivos que tem ali seu único refúgio. 

Figura 10: Vegetação no antigo leito da Estrada do Colono.*

 Figura 11: Marca de anta em árvore situada no antigo leito da Estrada do Colono.*

Figura 12: Pegada de felino no antigo leito da Estrada do Colono*

Este modelo de unidade de conservação da natureza, representado aqui, pelos Parques Nacionais do Iguaçu e Iguazú, dentro  de uma estratégia global de conservação da biodiversidade, traz relevantes benefícios não só ambientais, como também sociais e econômicos. Infelizmente, esse ganho coletivo é manipulado em prol de objetivos políticos e econômicos baseados numa concepção individualista onde os beneficiados concentram-se em um pequeno grupo de pessoas. Ações de aproximação da população do entorno com o Parque que tragam reais benefícios para ambos podem e devem ser estimuladas, mas pautadas em estudos prévios que projetem sua efetividade e sem prejuízo à conservação da biodiversidade e das leis existentes.

Um dado relevante apresentado pelo Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estrada (Universidade Federal de Lavras) é que 475 milhões por ano de animais morrem no país, vítimas de atropelamentos em estradas, um pouco mais de dois "Brasis" em termos de número de habitantes. As principais mortes estão entre pequenos roedores, anfíbios, sapos, cobras e mesmo mamíferos como onça, tamanduá bandeira, lobo guará, lontra, ariranha, dentre outros. Na Ruta 101 são mais frequentes os atropelamentos de pequenos mamíferos na parte de chão e de grandes mamíferos na parte asfaltada.
          
Refleti que a abertura da Estrada do Colono somada à Ruta 101, formaria uma rota, um arco de atividades furtivas na floresta, fato completamente incoerente com o principal objetivo de um parque nacional que é a proteção da biodiversidade. Algumas pessoas podem pensar "mas qual o problema de caçar um bichinho, de retirar uns palmitos?" ou "tem tanto bicho, alguns morrerem atropelados não vai fazer diferença?", na verdade existem vários problemas. Um deles é ético, todos os seres vivos tem direito a vida, esse é um dos princípios de conservação da natureza e que inclui eu, você e todos os outros seres. Outro, ecológico, refere-se à manutenção da vida na terra da forma que a gente conhece, quem já ouviu falar em cadeia alimentar, extinção de espécies, serviços ambientais? Então, quando algum ser vivo morre, especialmente em maior quantidade, afetará a alimentação de outros tantos, os eventos repetidos de morte levam à extinção de algumas espécies, gerando um efeito em cadeia. Ou seja, serão afetadas aquelas que estão sendo mortas pelo distúrbio externo (como a caça, o atropelamento ou a retirada de palmitos) e aquelas que dependem dessas para sobreviver.
         
Dentre essas espécies, está o ser humano, animal (sim, animal) que depende totalmente desses diversos outros seres para ter o conforto climático de suas casas, o ar oxigenado que entra em seus pulmões, a água fresca que hidrata o seu corpo, dentre tantos outros benefícios. A nossa contribuição nesse trabalho coletivo é também muito importante, o mínimo que podemos fazer é dar espaço para que esses tantos outros seres façam a deles. Portanto, essas áreas de conservação da natureza não foram criadas para serem nossa posse, elas servem a um bem maior e existem regras a serem cumpridas mesmo que não gostemos delas.

Essa visita reafirmou meu posicionamento, primeiramente, contra a abertura da Estrada do Colono pois não há uma razão clara e consistente dos objetivos e benefícios, sociais ou ambientais, que justifique a sua implementação. Pelo contrário, existem argumentos fortes dos seus potenciais prejuízos (Breve exposição desses argumentos: Porque a Estrada do Colono deve continuar para sempre fechada. e Dez motivos para a Estrada do Colono não passar.). E em segundo, quanto à importância de pensar a gestão dessas áreas a partir de uma visão integrada, ultrapassando as fronteiras, sejam elas políticas e/ou perceptivas/cognitivas.

Mudar de perspectiva ajuda a compreender melhor a realidade pessoal a partir do ponto de vista do outro. Conhecer melhor o parque argentino me mostrou que existem muito mais semelhanças do que diferenças em relação ao vizinho brasileiro. O potencial para o compartilhamento de seus pontos fortes, de cooperação na resolução de problemas é enorme e não deve ser ignorada. Em conjunto, os Parques Nacionais do Iguaçu e Iguazú constituem um importante patrimônio natural e uma fonte rica de aprendizado mútuo para a conservação da natureza na região. 


Figura 13: Pôr do Sol no Parque Nacional do Iguaçu visto do outro lado da fronteira (Argentina)*.

*Imagens do arquivo pessoal, jul., ago. e set./2013.
*2 Na data de publicação desse artigo (07/10/2013), morreu atropelada uma onça pintada na Ruta 12 (Otro yaguareté atropellado dentro del Parque), estrada asfaltada que conecta o centro de Puerto Iguazú à Ruta 101 e que também atravessa trecho do Parque Nacional Iguazú.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Prêmio Cidade Pró-Catador para reconhecer boas práticas de inclusão dos catadores de materiais recicláveis

logo procatadorO Prêmio Cidade Pró-Catador reconhecerá boas práticas de inclusão social e econômica de catadores de materiais recicláveis, em especial na implantação da coleta seletiva. Serão premiadas quatro iniciativas de municípios que se destacam no desenvolvimento de políticas públicas junto aos catadores. As inscrições já estão abertas e poderão ser feitas até o dia 25 de outubro
Promovido pela Secretaria-Geral da Presidência da República, o Prêmio tem a parceria do Ministério do Meio Ambiente, Fundação Banco do Brasil, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis. Dirigido aos municípios cujas práticas estejam em sintonia com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, o Prêmio visa reconhecer as iniciativas de integração dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis em ações que envolvam a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos. Algumas cidades já mantêm políticas que possibilitam a inclusão de pessoas de baixa renda contribuindo para os esforços do governo federal na superação da pobreza extrema. 
O Prêmio Cidade Pró-Catador tem como objetivos reconhecer e dar visibilidade às prefeituras cujas práticas com inclusão social e econômica de catadores possam ser referências para incentivar outros municípios a também implementarem iniciativas nesse campo; aprofundar o conhecimento dos gestores públicos federais, estaduais e municipais sobre políticas públicas de reciclagem, coleta seletiva e inclusão social e econômica de catadores e criar um banco de boas práticas municipalistas. 

Participe
2.     Envie a ficha preenchida para o email ciisc@presidencia.gov.br com o assunto "Prêmio Cidade Pró-Catador - Inscrição"

Pré-Seleção
As inscrições serão feitas exclusivamente pelo site www.secretariageral.gov.br/procatador até o dia 25 de outubro.  A Comissão de Avaliação fará uma triagem de até dez iniciativas que melhor se enquadrem nos critérios de boas práticas definidos previamente. As iniciativas serão avaliadas in loco, com o registro documental e fotográfico para compor banco de dados do Comitê Interministerial para a Inclusão Social e Econômica de Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis - CIISC.

Avaliação e premiação
Entre as dez iniciativas avaliadas serão escolhidas quatro para serem premiadas durante a cerimônia de honra no Natal da Presidenta com os catadores de materiais recicláveis e população em situação de rua, em dezembro de 2013. Dois representantes de cada experiência premiada - um gestor público municipal e um catador – irão conhecer uma experiência de reciclagem em um país referência com todas as despesas pagas. As premiadas também farão parte da publicação do CIISC sobre boas práticas de ações municipais.

Informações sobre o Prêmio:
§  Telefones  (61) 3411-3176 ou 3411-2643 ou 3411-2946

§  Correio eletrônico: ciisc@presidencia.gov.br

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Cinco razões para termos mais árvores nas cidades

Não são apenas os grandes trechos de florestas que fazem a diferença. Mesmo uma única árvore á capaz de maravilhas

Rua Pedro Basso - Foz do Iguaçu.
Todo mundo sabe que as árvores são importantes para o meio ambiente e a manutenção da vida no planeta, mas não são apenas os grandes trechos de florestas que fazem a diferença. Mesmo uma única árvore á capaz de maravilhas. E cada vez mais cientistas pelo mundo corroboram esse valor, com novas pesquisas e descobertas. Confira a seguir 5 motivos para sairmos por aí plantando mudas.
1 - Elas salvam vidas
Um novo estudo realizado pelo Serviço Florestal dos EUA revela que cada árvore urbana salva em média uma vida a cada ano. O estudo indica que os espaços verdes atuam principalmente como filtro de dois poluentes extremamente prejudiciais para a saúde humana: o dióxido de nitrogênio (NO2) e o chamado material particulado inalável (PM), partículas microscópicas que resultam da combustão incompleta de combustíveis fósseis utilizados pelos veículos automotores e fábricas.
2 - Reduzem a violência
Mais do que embelezar a paisagem urbana e filtrar poluentes prejudiciais à saúde, as áreas verdes podem ser um poderoso aliado no combate à criminalidade nas cidades. É o que aponta uma pesquisa feita pela Universidade de Temple, do estado americano da Pensilvânia. Segundo o estudo, a presença de árvores, arbustos e parques com vegetação bem cuidada nos centros urbanos ajuda a reduzir as taxas de certos tipos de crime, como agressão, roubo e furto, ao invés de estimular as práticas ilegais. O efeito dissuasor estaria enraizado no fato de a vegetação incentivar a interação social e supervisão da comunidade dos espaços públicos.
3 - Nos ajudam a pôr as “ideias em ordem”...
Vida urbana e fadiga mental, uma dupla quase inseparável. Mas um passeio no parque pode dar um jeito rápido nesse problema. Cansado de ter que ficar constantemente alerta e consciente aos estímulos do da correria do dia a dia, o cérebro humano se recupera (e põe as ideias em ordem) ao percorrer um caminho repleto de árvores e estímulos naturais. O efeito do relaxamento foi comprovado por um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Heriot-Watt, em Edimburgo e da Universidade de Edimburgo, na Escócia. Até mesmo visualizar espaços verdes da janela do escritório pode ser reconfortante.
4 - ...e a poupar energia (e dinheiro)
Além de todas as vantagens citadas acima, as árvores podem nos ajudar a poupar energia. Se no verão, elas fazem sombra fresca, no inverno atuam como isolantes térmicos. Logo, ter a casa cercada por elas pode gerar benefício extra pro bolso. De acordo com uma pesquisa feita no Reino Unido, as casas da região poderiam economizar até um décimo da energia necessária para seu aquecimento anual e das despesas de refrigeração, com o isolamento natural, durante o inverno, e a sombra, no verão, fornecidos pelas árvores.
5 - Xô, alergia
Você sente que a cidade te deixa doente? Uma pesquisa realizada por cientistas finlandeses pode ter a explicação para esse mal-estar. Eles descobriram que a falta de contato com a natureza torna as pessoas mais susceptíveis a desenvolver asmas e alergias. O estudo, publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), indica que em espaços verdes existem uma série de bactérias e microorganismos que ajudam a fortalecer o sistema imunológico dos seres humanos.
Crianças e adultos que moram em regiões muito urbanizadas, carentes de um meio ambiente com vitalidade, teriam predisposição maior a desenvolver doenças inflamatórias crônicas e autoimunes, ao passo que os moradores rurais estariam mais protegidos. Os pesquisadores estudam a hipótese de que as tais bactérias possam ser responsáveis por fortalecer o sistema imunológico dos moradores de áreas rurais.
Publicado originariamente no http://www.painelflorestal.com.br

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Guarda Responsável

O assunto é “Guarda Responsável”... Vamos falar da velhice um pouquinho. Animais assim com os seres humanos, envelhecem e tem problemas de saúde, uns mais outros menos. Costumo lembrar às pessoas que se espantam ao saberem que um animal está sendo tratado de Insuficiência Renal, Cardíaca, de Leucemia, etc., que eles possuem órgãos como todos nós, sim, rins, fígado, coração, e assim estão sujeitos às doenças também. Nesta semana acolhemos em nosso Lar, o “Balaio de Gatos”, mais um gato, um gatão, diga-se de passagem, lindo, porém muito mal cuidado, doente, e velhinho; de repente do nada ele aparece em um hostel da no centro da cidade, chorava muito, e os hóspedes se incomodaram, acolhemos. Já comum primeiro contato foi visível que não estava bem, e realmente ele chorava muito, um misto de dor física com dor de abandono, sem dúvida. Encaminhamo-lo ao veterinário e foi necessário soro, exames, etc.  Enfim, isso é só mais uma das preocupações de quando se aborda a questão “Guarda Responsável”, o animal fez companhia pelo melhor da vida dele, e quando é a hora em que ele mais precisa de seu “humano”, ele é descartado como um lixo.  Isso é no mínimo indignante talvez e apenas talvez este “ser humano” que cometeu esta atrocidade termine num desses asilos fétidos, dos quais olhamos para esses seres e não entendemos como foram parar naquela situação. Deixo aqui uma opinião minha, na qual alguns creem outros não, alguns chamam por nomes diferentes, e eu chamo de “Lei de Causa e Efeito”.

Vou demonstrar algo para que fique um pouco mais transparente essa questão da guarda responsável:


A DIFERENÇA QUE A GUARDA RESPONSÁVEL FAZ:
ESTE É O LUIZ PEDRO RESGATADO NO HOSTEL IDADE ESTIMADA EM 8 ANOS - NÃO CASTRADO - SAÚDE SEVERAMENTE DEBILITADA

ESTE É O NASI ADOTEI EM CUIABÁ - MT COM 3 MESES - CASTRADO COM 7 MESES - SEMPRE TEVE LAR, VIVEU DENTRO DE CASA, SEM ACESSO À RUA - IDADE 11 ANOS - SAÚDE COM ALGUNS PROBLEMINHAS, MAS BEM ACOMPANHADO PELO VETERINÁRIO ESTA BEM...