terça-feira, 8 de novembro de 2011

XII Conferência das Cidades vai focar debates nas políticas locais e nacional de resíduos sólidos

A XII Conferência das Cidades, de 29 a 30 de novembro na Comissão de Desenvolvimento Urbano (CDU) da Câmara Federal, será um encontro de diversos temas abrangendo as políticas locais e a nacional para a destinação correta dos resíduos sólidos.
 
O evento este ano é resultado de um trabalho inédito abrangendo todo o país em busca dos principais desafios que o Brasil terá que enfrentar para a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos.
 
O tema da Conferência, a Lei dos Resíduos Sólidos, foi proposto pelo Presidente da CDU, Deputado Manoel Junior (PMDB/PB) e acolhido logo na primeira reunião pelos membros da CDU.

A partir daí, os parlamentares passaram a percorrer o país em busca de subsídios para a Conferência.
 
Da região Sul, além da experiência com a ecologia urbana, uma pesquisa revelou os sérios problemas causados pelo lixo proveniente das catástrofes.
 
Na região Sudeste, os desafios dos resíduos de construções e hospitais e a participação dos catadores e do diretor do Compromisso Empresarial para a Reciclagem, André Vilhena, chamou a atenção dos participantes para a importância da prática para que a Lei dos Resíduos Sólidos seja eficiente e efetiva.
 
No norte do país, em Belém, o destaque foi para a gestão dos resíduos em ilhas, alagados e cidades, onde não só as distâncias, como também a biodiversidade e a multiplicidade culturais fazem do Pará, o segundo maior Estado do Brasil.
 
Durante todo o ano, portanto, a Comissão de Desenvolvimento Urbano buscou fora do Congresso Nacional, entender como a Lei pode incorporar no seu escopo a real dimensão da multiplicidade cultural e regional que o País possui.
 
Em Brasília, a Conferência das Cidades vai reunir Engenheiros, Sanitaristas, representantes do Executivo, Legislativo, Judiciário, Pesquisadores, Estudantes, Prefeitos, Secretários, enfim, todo e qualquer participante interessado em debater a Lei. Até 2014, os Prefeitos de todas as cidades brasileiras serão obrigados a erradicar os lixões que hoje representam a realidade de quase a totalidade dos municípios brasileiros.

Como a maior parte deles possui um orçamento limitado, a grande preocupação dos Deputados e Deputadas que integram a CDU, é encontrar as fontes de financiamento adequadas para que esses milhares de prefeitos e prefeitas possam produzir a gestão correta dos resíduos.
 
Um dos painéis da Conferência vai tratar especialmente dessa temática: fontes de financiamentos para aterros sanitários. Está prevista também a participação de catedráticos do Brasil e do Mundo para mostrarem quais as tecnologias que hoje estão disponíveis aos gestores, capazes de assegurar a redução e reutilização do lixo nas cidades.

A participação de associações e cooperativas de catadores deverá ser um dos pontos altos desse encontro. "Afinal, são eles, os verdadeiros agentes, os personagens centrais de uma política nacional de resíduos sólidos que estabelece novos arranjos produtivos e de gestão integrada dos resíduos e cujo objetivo, além de reduzir, reutilizar e reciclar, é mudar a cultura e os paradigmas da sociedade", destaca a comissão organizadora.

"A Lei que só será viável se oferecer instrumentos que mudem o pensamento dos brasileiros e ajude a gente a entender que o lixo é um problema de todos nós", finaliza o Presidente da Comissão, Deputado Manoel Junior.
 
Veja mais sobre o evento e faça sua inscrição no site da XII Conferência das Cidades

domingo, 6 de novembro de 2011

A poluição silenciosa

A água lava tudo, mas essa característica generosa da água, de solvente universal, é responsável, quando ocorrem as chuvas, pelo transporte de tudo quanto é agente poluidor, sólido ou líquido, para as bacias hidrográficas, principalmente as muito próximas das áreas urbanas que são fontes primárias das águas puras que nos ajudam a sobreviver. É a chamada poluição difusa, maior responsável, atualmente, pela degradação dos mananciais.
No campo e nas matas, quando chove, a água da chuva lava as matas e os campos e absorve tudo que entra em contato com ela, inclusive as impurezas. Nos ambientes urbanos, as águas da chuva lavam telhados, áreas de estacionamento de veículos, pátios de armazéns, depósito de materiais, ruas, calçadas e outros ambientes. Na rota das enxurradas, tudo quanto é tipo de detrito é carreado em direção aos cursos d'água; lá, vai contribuir para a poluição que degrada as águas.
A poluição difusa é a menos conhecida entre todos os tipos de poluição. Sua origem pode ser natural ou antrópica, isto é, causada pela ação humana. Ela é composta de impurezas, que têm maior dispersão no corpo hídrico, o que dificulta a quantificação e a caracterização da fonte poluidora.
A poluição difusa é a sujeira gerada pelos maus hábitos e a incivilidade da população, nas palavras do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes. É impressionante a capacidade do brasileiro de gerar porcaria. Quase metade do orçamento da limpeza pública no Rio é gasta na varrição das ruas. E tudo isso contribui para outros problemas, como as enchentes e a proliferação de doenças, desabafa Paes.
Estudo interessante foi feito, em Curitiba, pelo professor Carlos Garcia. Ele analisou a poluição causada no Rio Belém por componentes de amianto presentes nas telhas de fibrocimento usadas nas construções na região metropolitana de Curitiba. O desgaste da telha foi avaliado através de um piloto que simulou um telhado, no qual a degradação ocorreu na camada superficial devido à umidade que deixa a telha porosa, propiciando o desprendimento das partículas.

Contra a poluição difusa, somente uma melhor educação da população (para não deixar lixo nas ruas e calçadas), varrição eficiente e bocas de lobo ecológicas (que impeçam que os resíduos graúdos entrem) e caixa de sedimentação de forma a reter os sedimentos, impedindo-os de serem encaminhados ao corpo hídrico. Esta é a poluição silenciosa que não aparece nas manchetes dos jornais, mas que causa doenças, para quem bebe a água destes rios.
Artigo de Fernando Barros publicado no site da Master Ambiental: http://www.masterambiental.com.br/Folha/174/A-poluição-silenciosa.aspx 

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Comissão Mista de Mudanças Climáticas da promove audiência em Foz do Iguaçu

Comissão Mista de Mudanças Climáticas realiza audiência pública nesta sexta-feira (4) em Foz do Iguaçu (PR) para discutir o impacto das mudanças climáticas na geração de energia elétrica. Parlamentares, professores e representantes da Usina de Itaipu, da Embrapa e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) vão discutir ações de sustentabilidade e experiências para reduzir os impactos ambientais de usinas, especialmente hidrelétricas. A audiência está marcada para as 8h30 no auditório do Centro de Treinamento da Usina Itaipu Binacional.
O presidente da comissão, senador Sérgio Souza (PMDB-PR), explicou que a usina de Itaipu foi escolhida como sede do encontro em razão da experiência da hidrelétrica na geração de energia limpa e renovável e das ações desenvolvidas pela empresa na área de meio ambiente.
O diretor de Coordenação e Meio Ambiente da Itaipu Binacional, Nelton Miguel Friedrich, explica que o Brasil vive uma situação privilegiada, já que 48% da produção de energia do País é proveniente de fontes renováveis, enquanto a média mundial é de 12%. “Se se considerar apenas a energia elétrica, as fontes renováveis representam 88% da produção brasileira”.
Convidados
Além de Nelton Miguel Friedrich, foram convidados para o debate:
- o diretor-geral brasileiro na Itaipu Binacional, Jorge Miguel Samek;
- o diretor de Estudos Econômicos, Energéticos e Ambientais da Empresa de Pesquisa Energética, Amilcar Guerreiro;
- o diretor-geral do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Luiz Pinguelli Rosa;
- o chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente, Celso Vainer Manzatto;
- o superintendente de Energias Renováveis da Itaipu Binacional, Cícero Bley.

Objetivos da comissão
A Comissão de Mudanças Climáticas foi criada em 2008 e instalada no ano seguinte. Entre os objetivos da comissão, estão o monitoramento e a fiscalização de ações para amenizar os impactos do aquecimento global. As estratégias incluem a votação de projeto para criação do Fundo Nacional de Mudança do Clima; o estabelecimento de um marco regulatório sobre a inspeção veicular; a diminuição da participação de combustíveis fósseis no Plano Nacional de Expansão do Setor Elétrico; e a discussão de estratégias de mitigação da emissão de gases de efeito estufa no País.
Da Redação/PCS

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara de Notícias







Segue a programação:

Data: 04 de novembro de 2011 – sexta-feira
Local: Auditório Integração – Centro de Treinamento
        Usina Itaipu Binacional – Foz do Iguaçu - Paraná
08:30Abertura  Senador Sérgio Souza – Presidente da CMMC e Jorge Miguel Samek – Diretor-Geral Brasileiro da Itaipu Binacional
09 – 11 hsMesa: “Energia e Mudanças Climáticas”  Dr. Amilcar Guerreiro – Diretor de Estudos Econômicos, Energéticos e Ambientais da EPE  e Dr. Luiz Pinguelli Rosa – Diretor-Geral da COPPE/URRJ
11 – 12 hsDebates: abertura para perguntas dos membros da CMMC
12 – 13 hsAlmoço no Restaurante do Parque Tecnológico da Itaipu Binacional
13 – 14 hsCaminhada pelo Parque Tecnológico da Itaipu Binacional
14 – 14:40Mesa: “Agricultura e Mudanças Climáticas” Dr. Celso Vainer Manzatto – Chefe-Geral da Embrapa Meio Ambiente (a confirmar)
14:40 – 16:30Cases Itaipu Binacional  “Cultivando Água Boa” – Dr. Nelton Miguel Friedrich  Diretor de Coordenação e Meio Ambiente - Itaipu  e  “Energias Renováveis” –  Dr. Cícero Bley  Superintendente de Energias Renováveis - Itaipu
16:30 – 17:30Debates: abertura para perguntas dos membros da CMMC
Encaminhamentos legislativos

ONU: extremos do clima vão se intensificar

Foto da enchente no Jardim Manaus em Foz do Iguaçu
do Jornalista Elias Herculano
Um relatório da ONU, que está sendo elaborado há três anos, conclui que a mudança do clima induzida pelo homem aumentou a frequência ou a intensidade de ondas de calor, incêndios, enchentes e ciclones, e que tais desastres deverão ser em número maior no futuro. O documento está sendo discutido por cientistas, segundo os quais a severidade dos impactos varia, e algumas regiões são mais vulneráveis que outras.

Centenas de cientistas trabalham no documento do Painel Intergovernamental Sobre Mudança do Clima (IPCC), da ONU, que será apresentado em um encontro em Kampala neste mês. “Este é o maior esforço já feito para avaliar como os extremos estão mudando”, disse Neville Nicholls, professor da Universidade Monash, em Melbourne, Austrália, e coordenador de um dos mais importantes capítulos da revisão.

Lembrando das queixas de céticos da mudança do clima em torno de falhas em um texto anterior do IPCC, aqueles que trabalham no documento notam que o grau de “confiança” das descobertas depende da quantidade e qualidade dos dados disponíveis. Mas o quadro que surge é de maior volatilidade e frequência de extremos perigosos, diz o Sydney Morning Herald.

A publicação do relatório coincide com uma série de catástrofes naturais no mundo, que aumentaram a necessidade de avaliar se são fenômenos isolados, ou se fazem parte de um padrão de mudança de longo prazo. Em 2010, recordes de temperatura causaram devastadores incêndios florestais na Sibéria, enquanto partes do Paquistão e Índia sofreram com enchentes sem precedentes. Este ano, desastres nos Estados Unidos causaram prejuízos de bilhões de dólares – com enchentes nos rios Mississippi e Missouri e a seca atual no Texas. Grandes áreas da China também passaram por uma seca, enquanto que na América Central e Tailândia, chuvas diluvianas provocam mortes.

Muitos destes eventos se encaixam nas previsões do aquecimento global antropogênico, que aumentou temperaturas, a quantidade de água na atmosfera e temperaturas de superfície nos oceanos – todos condutores de situações extremas. O novo relatório tem algumas conclusões perturbadoras. É “virtualmente certo” (certeza de 99% a 100%) que a frequência e a magnitude de extremos de temperaturas irão aumentar no século em escala global, e “muito provável” (90% a 100%) que a duração, frequência e intensidade de ondas de calor continuarão a aumentar na maior parte do mundo.

José Eduardo Mendonça - 03/11/2011 às 13:39


O que Foz do Iguaçu tem a ver com a usina de Belo Monte?

MANIFESTO

(*) MANIFESTO - Xingu Vivo para sempre / Guarani Kararao
Centro de Direitos Humanos e Memória Popular de Foz do Iguaçu

Temos que aprender com os erros do passado. Esse é um dos conselhos mais repassados pela humanidade. Mas como é difícil entender os nossos erros. Mais complicado ainda é fazer dele uma lição para um futuro melhor. Pois é bem isso que está acontecendo no Brasil, que está esquecendo o que ACONTECEU NO OESTE DO PARANÁ E NAS TRÊS FRONTEIRAS EM NOME DO PROGRESSO.

Milhares de pessoas estão alertando o mundo sobre os reflexos da construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. FOZ DO IGUAÇU deve contribuir com esse debate. Afinal a experiência com a ITAIPU BINACIONAL coloca a nossa cidade no centro dessa discussão. Sentimos na pele as conseqüências da construção da maior usina hidrelétrica do mundo. Sabemos os reflexos sociais e econômicos de uma megaobra. Contar a nossa história pode ajudar a evitar o massacre de milhares de pessoas e a devastação do meio ambiente na Amazônia.

Belo Monte é um projeto irracional do ponto de vista econômico, ineficiente do ponto de vista energético, ilegal juridicamente, desastroso ambientalmente e destruirá a vida do povo do Xingu. Tudo isso sem falar que é questionado pela Organização dos Estados Americanos. QUEM TEM A GANHAR COM ISSO?

Os reflexos de Itaipu
A Tríplice Fronteira nunca mais foi a mesma após a chegada de Itaipu. Foz do Iguaçu, cidade mais distante dos grandes centros urbanos brasileiros, abrigou um dos mais ambiciosos projetos do governo militar brasileiro, a partir de meados dos anos 70, que foi a construção da maior usina hidrelétrica do mundo, a Usina de Itaipu.

Envolvendo milhares de trabalhadores oriundos dos mais distantes e diversos locais do Brasil e do Paraguai, a obra foi uma tração que não beneficiou a todos. A cidade de Foz do Iguaçu passou por um acelerado processo de reorganização que desestruturou a vida cotidiana de seus antigos moradores.

A maioria daqueles que acorreram à obra, não conseguiram emprego ou tiveram uma breve passagem por ela. Ao final das obras, a cidade de Foz do Iguaçu passou a conviver com uma imensa massa de desempregados ou subempregados, vivendo de trabalhos informais, crianças esmolando pelas ruas, favelas que se multiplicaram nas áreas centrais da cidade, além de um alto índice de criminalidade.

Essa nova realidade demandou do poder público medidas repressivas e um intenso controle das “classes perigosas”, que passaram a ameaçar as elites locais.

• Com a construção da Itaipu Binacional a população passou de 34 mil para 136 mil habitantes (1970 a 1983)
• Inchaço populacional causou o caos social, que até hoje tenta ser reparado
• Milhares de pessoas ficaram desabrigadas
• Dezenas de espécies da fauna e flora sumiram do mapa
(Trecho do livro “O cotidiano de uma fronteira – A persevidade da modernidade”,Luiz Eduardo Pena Catta, Edunioeste, 2003) ============================================================

O impacto de Belo Monte
• Cerca de 100 mil pessoas devem chegar à região, atraídas pela usina. No pico da obra serão contratados 19 mil. O que farão os outros 81 mil nessa região recordista de conflitos, violência e desmatamento?
• Mais de 50 mil pessoas serão expulsas de suas casas e terras ;
• Belo Monte secará 100 km do Rio Xingu, acabando com toda a biodiversidade local de uma das áreas mais importantes o equilíbrio climático do planeta;
• Belo Monte provocará impactos nas aldeias indígenas (como a falta de acesso à água, o fim da pesca e da navegalidade, além do intenso fluxo de máquinas e tratores;
• Mais de 15 mil indígenas sofrerão as consequências de Belo Monte;
• O reservatório vai alagar cerca de 640 km2 (Curitiba tem 435 km2);
• Belo Monte será responsável pela extinção de centenas de espécies e extermínio de milhares de animais do ecossistema Amazônico;
• A usina terá impactos na infra-estrutura, já bastante sucateada, de 11 municípios, totalizando uma população de mais de 260 mil pessoas;
• E vejam só: Belo Monte vai produzir, em média, apenas 39% dos 11 mil megawatts de energia que o governo promete. Na seca do Xingu, não vai produzir quase nada.
Diante de tantos impactos socioambientais, por que o governo insiste nesse formato projeto?
Por que não investir em outras alternativas de energia?
Você concorda em financiar esta atrocidade?
Que tal discutir outra forma para a hidrelétrica?

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Uma voz global
O movimento em defesa do Xingu tem crescido no Brasil e no exterior. Milhares de pessoas têm se organizado via sindicatos, associações, movimentos sociais, estudantis, artistas, intelectuais etc para defender esse patrimônio da humanidade e da natureza. Em 20 de agosto, por exemplo, foi realizado o Ato Mundial contra Belo Monte. Foi um dia em defesa dos povos, da floresta e dos rios da Amazônia. Também repudiou a construção de barragens de Belo Monte no Xingu.

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Vitória na Justiça
A relatora do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Maria de Almeida, votou a favor do decreto que considera ilegal a instalação da Belo Monte. O julgamento foi adiado após pedido de vista. O decreto foi ao Tribunal após pedido do Ministério Público Federal no Pará. Para o MPF, o fato de as comunidades indígenas afetadas não terem sido ouvidas devidamente sobre o assunto é inconstitucional. Por outro lado, convocado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos a participar de uma audiência sobre o não cumprimento de medidas cautelares de protecão das populações indígenas do Xingu, o Governo Federal anunciou que não comparecerá.
A hidrelétrica de Belo Monte é uma violação aos direitos humanos e uma ameaça à integridade ambiental do Brasil.
Belo Monte vai custar R$ 30 bilhões. O governo brasileiro, via BNDES,vai financiar 80% dessa dinheirama, com juros abaixo do mercado e prazo de 30 anos para pagar. Esse é o maior financiamento da história do BNDES, um banco público. E parte desse dinheiro vai pro bolso das empreiteiras que financiaram as campanhas eleitorais.

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Você lembra disso?
Ontem sacrificaram os povos e moradores ribeirinhos do Rio Paraná, acabaram com 7 Quedas, prejudicaram o Paranazão e o meio ambiente da nossa região. E agora?

Adeus 7 Quedas

Faz-se do movimento uma represa,

da agitação faz-se um silêncio

empresarial, de hidrelétrico projeto.

Vamos oferecer todo o conforto

que luz e força tarifadas geram

à custa de outro bem que não tem preço

nem resgate, empobrecendo a vida

na feroz ilusão de enriquecê-la.

Sete boiadas de água, sete touros brancos,

de bilhões de touros brancos integrados,

afundam-se em lagoa, e no vazio

que forma alguma ocupará, que resta

senão da natureza a dor sem gesto,

a calada censura e a maldição

que o tempo irá trazendo?


(Carlos Drummond de Andrade)

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Capitalismo x meio ambiente
"A lógica do capital é essa: produzir acumulação mediante a exploração. Primeiro, exploração da força de trabalho das pessoas, em seguida a dominação das classes, depois o submetimento dos povos e, por fim, a pilhagem da natureza. Funciona aqui uma única lógica linear e férrea que a tudo envolve e que hoje ganhou uma dimensão planetária.

Uma análise mesmo superficial entre ecologia e capitalismo identifica uma contradição básica. Onde impera a prática capitalista se envia ao exílio ou ao limbo a preocupação ecológica. Ecologia e capitalismo se negam frontalmente. Não há acordo possível. Se, apesar disso, a lógica do capital assume o discurso ecológico ou é para fazer ganhos com ele, ou para espiritualizá-lo e assim esvaziá-lo ou simplesmente para impossibilitá-lo e, portanto, destrui-lo. O capitalismo não apenas quer dominar a natureza. Quer mais, visa arrancar tudo dela. Portanto se propõe depredá-la."

(Leonardo Boff, teólogo)

Não a Belo Monte! Pela vida no Xingu!

(*) Texto Manifesto assinado pelas entidades Xingu Vivo para sempre, Guarani Kararao,
Centro de Direitos Humanos e Memória Popular de Foz do Iguaçu.
Publicado origináriamente no site Guatá Cultura em Movimento. Para acessa-lo diretamente do site em questão basta clicar no título.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Cá entre nós...

Li agora o Blog Cá entre nós da jornalista Leila Gesing , seu comentário me encheu tanto de orgulho que não resisti a tentação de reproduzi-lo aqui tambem:
ALIANANDO ou ALIANDO
Cara foi lá e pá. Fez um blog ruminando verdades. delícia hein André. Sensação de liberdade política. Bom garoto. VOADORA DUPLA NA CARA DA PREFEITURA!


Dae você lê o artigo do André Alliana, e pensa: - Poxa Leila, difícil...
Eu sei, eu sei, filosofia de blog, mil vezes pior que filosofia de boteco, mas pode ser tão eficiente quanto.... (se não gostou, salve-se, vá ler o blog do Bonato)
O lance é captar que a gente só pode mesmo ir té onde dá pé.
Nessa vida de blog a gente devia oferecer só até a página dois e não ficar feito um tonto, feito um gasparzinho esquisito, perguntando "ei, vc quer ser meu amigoooo?". Quando digo a gente, quero dizer eu. Tá. Garçom, uma coca, pufavô.

Alliana eu te add tá. Vou te seguir.

Quem quiser pode acessar o Blog Cá entre nós no link: http://fozcaentrenos.blogspot.com/2011/11/cortinas-abertas-hora-do-show-essa.html

Curso de campo em Ecologia e Conservação da Mata Atlântica – Janeiro de 2012

Expedição Mata Atlântica - 10 ANOS - 14ª turma - Janeiro de 2012
CURSO DE CAMPO: Ecologia e Conservação da Mata Atlântica
(100 Horas de atividades teóricas e práticas)
De 19 a 30 de janeiro de 201
INSCRIÇÕES ATÉ: 15 de janeiro de 2012
Organização: Grupo Brasil Verde / Fundação Diaulas Abreu – IF Sudeste MG – Campus Barbacena / Grupo de Pesquisas em Planejamento e Gestão de Áreas Naturais Protegidas (GAP) – IF Sudeste MG
O curso “Ecologia e Conservação da Mata Atlântica” é um curso de campo oferecido durante a Expedição Mata Atlântica. São onze dias viajando por Unidades de Conservação e outras áreas naturais protegidas particulares, municipais, estaduais e federais, além de instituições de pesquisas do Paraná. Além de visitas técnicas, são ministradas aulas e palestras, além de muito bate papo e discussão sobre ecologia e conservação.
As atividades são coordenadas pelo Prof. Geraldo Majela Moraes Salvio, professor de Ecologia e Biologia da Conservação do Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais – Campus Barbacena e destina-se a qualquer pessoa interessada no assunto, independente de formação ou origem.
São oferecidas 20 vagas para brasileiros e estrangeiros, interessados em conhecer melhor a Mata Atlântica e questões relacionadas à sua conservação, inclusive sobre o planejamento e o manejo de áreas naturais protegidas. Também são abordados temas relacionados à história, cultura, populações tradicionais, turismo de base comunitária e sustentabilidade.
O curso acontece sempre em janeiro e julho, desde 2002, usando como bases os municípios de Guaraqueçaba e Curitiba. No valor (R$ 1.500,00 à vista ou parcelado -Verificar tabela de parcelamento abaixo!) estão incluídos transporte (a partir de Juiz de Fora MG), hospedagem em hotéis ou pousadas com café da manhã, material didático, entrada na maioria dos locais visitados e certificado de 100 horas de atividades teóricas e práticas. São pagos a parte o transporte de barco até algumas unidades, refeições (exceto o café da manhã) e algumas entradas. Esses últimos valores são sempre negociados a fim de garantir o menor custo possível.
Maiores informações e inscrições podem ser obtidas pelos e-mails:
- gbv@grupobrasilverde.org
- andersonpedrosa@grupobrasilverde.org
- gap.barbacena@ifsudestemg.edu.br
- geraldo.majela@ifsudestemg.edu.br
- centrodecapacitacao@grupobrasilverde.org
- expedicao@grupobrasilverde.org
TABELA DE PARCELAMENTO:
Inscrições em Novembro – entrada de R$ 187,50 mais 07 parcelas de R$ 187,50;
Inscrições em Dezembro – entrada de R$ 210,00 mais 06 parcelas de R$ 215,00;
Inscrições em Janeiro – entrada de R$ 250,00 mais 05 parcelas de R$ 250,00
Texto publicado no Blog da Marília: http://mariliaescobar.wordpress.com/2011/10/31/curso-de-campo-em-ecologia-e-conservacao-da-mata-atlantica-janeiro-de-2012/